A samambaia e o sapé costumam surgir em áreas de preservação permanente – margens de cursos d’água – ou quando a forrageira começa a perder espaços pela degração da pastagem (empobrecimento do solo, inadequação da espécie). No caso de áreas de preservação permanente basta cercar a área para impedir o acesso dos animais às plantas tóxicas. Se for um solo úmido ou encharcado, o marandu (braquiarão) deve ser substituído por uma espécie mais adequada, setária, se for solo fértil, ou dictioneura/humidícola, nos solos mais pobres. Se for degradação do solo a pastagem deverá ser reformada pela reposição de nutrientes. Se o caso for mal formação da pastagens, deixado reboleiras de invasorsas, estas áreas devem ser ressemeadas após controle químico (herbicidas) ou mecânico (gradagem) das invasoras. A samambaia é um planta amarga e pouco palatável para bovinos e só provoca intoxicação quando seu consumo em grande quantidade é forçado. Isto ocorre em casos de fome por falta de pasto (após uma queimada, por exemplo)

Autor:

Haroldo Pires de Queiroz