{"id":152,"date":"2010-06-08T13:56:02","date_gmt":"2010-06-08T17:56:02","guid":{"rendered":"http:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/?p=152"},"modified":"2014-05-07T13:56:44","modified_gmt":"2014-05-07T17:56:44","slug":"pais-deixa-de-gerar-us-5-bilhoes-por-ano-com-fitoterapicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/pais-deixa-de-gerar-us-5-bilhoes-por-ano-com-fitoterapicos\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds deixa de gerar US$ 5 bilh\u00f5es por ano com fitoter\u00e1picos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Ano 1 \u2013 Edi\u00e7\u00e3o 19 \u2013 Periodicidade semanal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Brasil deixa de gerar cerca de US$ 5 bilh\u00f5es ao ano por n\u00e3o conseguir transformar sua flora em rem\u00e9dios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa \u00e9 a diferen\u00e7a entre o valor movimentado pelo t\u00edmido mercado brasileiro de fitoter\u00e1picos e por mercados como o franc\u00eas, o japon\u00eas e o alem\u00e3o \u2013 pa\u00edses com uma biodiversidade muito menor que a brasileira, mas que tiveram sucesso na transforma\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de plantas em medicamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">At\u00e9 hoje, s\u00f3 um fitoter\u00e1pico baseado na flora brasileira foi desenvolvido em territ\u00f3rio nacional. Trata-se do anti-inflamat\u00f3rio Acheflan, concorrente do Cataflam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mercado mundial de fitoter\u00e1picos envolve hoje cerca de US$ 44 bilh\u00f5es, segundo a consultoria Analize and Realize, que atende algumas das maiores ind\u00fastrias farmac\u00eauticas do mundo. O valor est\u00e1 crescendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas do Setor Fitoter\u00e1pico, n\u00e3o existem dados oficiais sobre o tamanho desse mercado no Brasil. As estimativas variam entre US$ 350 milh\u00f5es e US$ 550 milh\u00f5es. Os pesquisadores acreditam que o pa\u00eds, por ser dono da maior biodiversidade do planeta, deveria ter um papel de lideran\u00e7a na \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um deles \u00e9 o farmac\u00f3logo Manoel Odorico de Moraes, da Universidade Federal do Cear\u00e1, que tratou do assunto na Confer\u00eancia Nacional de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, em Bras\u00edlia, no fim do m\u00eas passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cToda a ind\u00fastria farmac\u00eautica brasileira foi constru\u00edda em cima da c\u00f3pia\u201d, diz ele, reclamando que as empresas nacionais investem pouco em inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo o qu\u00edmico Lauro Barata, da Unicamp, o Brasil poderia muito bem exportar para os pa\u00edses desenvolvidos. \u201cSe voc\u00ea tiver rem\u00e9dios com efici\u00eancia e seguran\u00e7a, consegue mandar o produto para qualquer lugar. Mas o Brasil s\u00f3 estuda, estuda, publica e nada mais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO mercado de fitoter\u00e1picos \u00e9 muito menor do que poderia ser. Teria potencial para movimentar muito dinheiro\u201d, diz Jos\u00e9 Roberto Lazzarini, diretor de pesquisa dos Laborat\u00f3rios Ach\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m do Acheflan, h\u00e1 mais de 420 fitoter\u00e1picos registrados na Anvisa, de 60 plantas diferentes. Apenas dez s\u00e3o de plantas nacionais \u2013 e os medicamentos n\u00e3o foram desenvolvidos por aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 problemas anteriores \u00e0 falta de interesse dos investidores, por\u00e9m. O pa\u00eds sofre com a falta de biot\u00e9rios que possam oferecer camundongos de qualidade para testes de medicamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m disso, os pesquisadores relatam dificuldades para acessar a flora do pa\u00eds. As leis contra biopirataria acabaram por burocratizar excessivamente os seus trabalhos, reclamam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Acheflan, \u00fanico, por enquanto, a vencer essas barreiras, levou sete anos e R$ 15 milh\u00f5es para ficar pronto. Ele foi fruto de uma parceria entre a iniciativa privada, que entrou com o dinheiro, e o grupo da Universidade Federal de Santa Catarina liderado por Jo\u00e3o Batista Calixto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A planta da qual a equipe de Calixto elaborou o anti-inflamat\u00f3rio Acheflan, comercializado desde 2005 pelo Laborat\u00f3rio Ach\u00e9, \u00e9 a erva-baleeira (Cordia verbenacea), t\u00edpica da mata atl\u00e2ntica. Ele \u00e9 usado como pomada \u2013 nessa fatia do mercado, acabou ultrapassando o Cataflam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Laborat\u00f3rio Ach\u00e9, que \u00e9 uma empresa brasileira, ficou com a patente do princ\u00edpio ativo. Os cientistas receberam pelo seu servi\u00e7o, mas o contrato n\u00e3o prev\u00ea nenhum tipo de royalty para eles. Todo o trabalho foi feito em sigilo, sem publica\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es parciais em revistas cient\u00edficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Folha Online: 24 horas News<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ano 1 \u2013 Edi\u00e7\u00e3o 19 \u2013 Periodicidade semanal O Brasil deixa de gerar cerca de US$ 5 bilh\u00f5es ao ano por n\u00e3o conseguir transformar sua flora em rem\u00e9dios. 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