{"id":167,"date":"2010-07-26T14:07:13","date_gmt":"2010-07-26T18:07:13","guid":{"rendered":"http:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/?p=167"},"modified":"2014-05-07T14:23:19","modified_gmt":"2014-05-07T18:23:19","slug":"butantan-produz-primeiro-soro-antiveneno-de-abelha-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/butantan-produz-primeiro-soro-antiveneno-de-abelha-do-mundo\/","title":{"rendered":"Butantan produz primeiro soro antiveneno de abelha do mundo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Ano 1 \u2013 Edi\u00e7\u00e3o 23 \u2013 Periodicidade semanal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nilbberth Silva \u2013 Ag\u00eancia USP<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Primeiro no mundo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Instituto Butantan produziu em larga escala pela primeira vez no mundo um soro contra veneno de abelhas. Assim que receber a aprova\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), o produto ser\u00e1 distribu\u00eddo por hospitais da rede p\u00fablica. Os 80 litros de soro come\u00e7aram a ser produzidos em 2008 e o produto recebeu a patente este ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Soro contra picada de abelha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O soro antiveneno de abelha \u00e9 aplicado por via intravenosa. Cerca de 20 mililitros (ml) trazem ao corpo uma quantidade de anticorpos capaz de neutralizar 90% dos problemas causados pelas picadas de abelhas africanizadas, as mais comuns no Brasil. Quando um adulto \u00e9 picado por mais de 200 insetos, o corpo recebe uma quantidade de veneno suficiente para causar les\u00f5es nos rins, f\u00edgado e cora\u00e7\u00e3o, debilitando esses \u00f3rg\u00e3os. A maioria das mortes acontece pela fal\u00eancia dos rins. Em 2006, o Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (SINAN), do governo federal, contabilizou 3.500 acidentes com ferroadas de abelhas, com 17 mortes no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Prote\u00ednas do veneno<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O soro antiveneno de abelha foi desenvolvido durante o doutorado da bi\u00f3loga Keity Souza, no Laborat\u00f3rio de Imunologia da Faculdade de Medicina da USP. Ela identificou todas as prote\u00ednas do veneno das abelhas. Paralelamente, a equipe de produ\u00e7\u00e3o de soros do Instituto Butantan injetou o veneno em cavalos para que desenvolvessem anticorpos, mol\u00e9culas capazes de neutralizar o veneno. Com os anticorpos retirados dos cavalos, Keity fez testes para checar efic\u00e1cia do produto e tornar a produ\u00e7\u00e3o mais eficiente. Ela foi orientada por M\u00e1rio Palma, professor do Instituto de Bioci\u00eancias da Unesp de Rio Claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Diferentes tipos de abelhas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O investimento em pesquisa para desenvolver o soro foi cerca de R$ 3 milh\u00f5es, fornecidos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). \u201cVoc\u00ea tem uma tropa de cavalos dedicada exclusivamente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de um tipo de soro\u201d, explica Palma. O Instituto Butantan tentou produzir o soro havia dez anos, mas a iniciativa foi abandonada porque os pesquisadores tinham dificuldades em ajustar a quantidade exata de veneno necess\u00e1ria para os testes in-vitro. Agora, os pesquisadores do laborat\u00f3rio onde Keity trabalha est\u00e3o identificando as prote\u00ednas dos soros de abelhas da Europa e \u00c1frica, para testar se o soro neutraliza venenos de esp\u00e9cies diferentes. \u201cPelos testes iniciais, h\u00e1 uma grande chance de isso acontecer\u201d, diz a cientista. \u201cParece que veneno da abelha africanizada \u00e9 mais complexo, tem mais prote\u00ednas, o que aumenta a chance do soro funcionar com outras esp\u00e9cies\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Disponibilidade do soro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com o lote pronto, a Anvisa vai conferir a validade dos testes feitos pelos pesquisadores, o que deve acontecer em at\u00e9 seis meses.<br \/>\nDepois, o soro vai ficar dispon\u00edvel no Hospital Vital Brazil, da Funda\u00e7\u00e3o Butantan, para tratar pacientes que tenham sofrido envenenamento. Esses pacientes ser\u00e3o acompanhados pela Anvisa e, caso a ag\u00eancia considere os efeitos do soro satisfat\u00f3rios, ele poder\u00e1 ser distribu\u00eddo pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para os hospitais p\u00fablicos de todo o Pa\u00eds nas \u00e1reas onde houver mais relatos de acidentes. Hospitais privados e governos de outros pa\u00edses poder\u00e3o comprar o produto da Funda\u00e7\u00e3o Butantan.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.diariodasaude.com.br\/news.php?article=soro-antiveneno-abelha&amp;id=5413&amp;nl=sit\" target=\"_blank\">http:\/\/www.diariodasaude.com.br\/news.php?article=soro-antiveneno-abelha&amp;id=5413&amp;nl=sit<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ano 1 \u2013 Edi\u00e7\u00e3o 23 \u2013 Periodicidade semanal Nilbberth Silva \u2013 Ag\u00eancia USP Primeiro no mundo O Instituto Butantan produziu em larga escala pela primeira vez no mundo um soro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":36,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-167","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/36"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=167"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":190,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167\/revisions\/190"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=167"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}