{"id":515,"date":"2016-09-26T13:44:19","date_gmt":"2016-09-26T17:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/?p=515"},"modified":"2016-09-26T13:44:19","modified_gmt":"2016-09-26T17:44:19","slug":"brasil-leva-ate-11-anos-para-conseguir-aprovar-a-patente-de-um-produto-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/brasil-leva-ate-11-anos-para-conseguir-aprovar-a-patente-de-um-produto-novo\/","title":{"rendered":"Brasil leva at\u00e9 11 anos para conseguir aprovar a patente de um produto novo"},"content":{"rendered":"<p>Ano 8 \u2013 Edi\u00e7\u00e3o 4<\/p>\n<p class=\"vcard author\">Por <strong class=\"fn\">Jana\u00edna Lepri, <\/strong><span class=\"adr\"><span class=\"locality\">S\u00e3o Paulo\/SP, <\/span><\/span>21\/09\/2016<\/p>\n<p class=\"vcard author\"><a href=\"http:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/files\/2016\/09\/Idea-Image.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-517\" src=\"http:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/files\/2016\/09\/Idea-Image-300x263.jpg\" alt=\"Idea (Image)\" width=\"300\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/files\/2016\/09\/Idea-Image-300x263.jpg 300w, https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/files\/2016\/09\/Idea-Image-1024x896.jpg 1024w, https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/clpi\/files\/2016\/09\/Idea-Image-600x525.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Brasil \u00e9 30\u00ba colocado no ranking de patentes concedidas e que valem. A pilha de patentes \u00e0 espera de aprova\u00e7\u00e3o \u00e9 gigante: 211 mil pedidos.<\/strong><\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a com uma ideia. Se essa ideia for muito boa voc\u00ea tem que proteger, para ningu\u00e9m copiar. O jeito de fazer isso \u00e9 registrando a patente. O\u00a0 n\u00famero de patentes registradas \u00e9 um dos jeitos de medir o grau de inova\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds. Nessa corrida o Brasil fica muito atr\u00e1s.<\/p>\n<p>No ranking das patentes que foram concedidas e est\u00e3o valendo os Estados Unidos lideram,<br \/>\ndepois vem o Jap\u00e3o, a China, a Coreia do Sul, a Alemanha e a Fran\u00e7a. O Brasil \u00e9 s\u00f3 o 30\u00ba colocado. A gente leva na m\u00e9dia quase 11 anos para aprovar uma patente. \u00c9 tanto tempo que alguns pedidos nem fazem mais sentido porque a tecnologia ficou ultrapassada.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia do atraso, est\u00e3o aprovando hoje um celular da \u00e9poca com modelo de flip, n\u00e3o funciona no touchscreen e nem tem acesso \u00e0 internet. D\u00e1 para imaginar comprar um desses hoje em dia?<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o s\u00f3 16 anos quando quase 35 modelos de l\u00e1 pra c\u00e1 foram lan\u00e7ados. \u00c9 uma piada, o mundo t\u00e1 andando de F\u00f3rmula 1 e n\u00f3s de fusca&#8221;, alerta S\u00e9rgio Risola, diretor da Anprotec (Associa\u00e7\u00e3o de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores).<\/p>\n<p>&#8220;Na verdade estao se concedendo patentes para produtos que hoje sequer existem&#8221;, complementa Paulo M\u00f3l, superintendente de inova\u00e7\u00e3o da CNI.<\/p>\n<p>E a pilha de patentes \u00e0 espera de aprova\u00e7\u00e3o \u00e9 gigante. Tem 211 mil pedidos. E todo esse trabalho est\u00e1 nas m\u00e3os de menos de 200 examinadores INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).<\/p>\n<p>&#8220;Se n\u00f3s fizessemos uma compara\u00e7\u00e3o com o USPTO, o escritorio de patente dos Estados Unidos, nossos examinadores tem um volume 18 vezes maior do que o escrit\u00f3rio norte-americano de examinadores por pedido de patente&#8221;, explica Luiz Ot\u00e1vio Pimentel, presidente do INPI.<\/p>\n<p>S\u00f3 a multinacional 3M Brasil tem 1,4 mil pedidos de patentes no Brasil. A cada ano, s\u00e3o mais de 200 requerimentos novos e, em m\u00e9dia, s\u00f3 40 aprovados.<\/p>\n<p>&#8220;Sim, n\u00f3s temos casos em que inclusive de produtos que se renovaram e que tivemos uma nova patente uma nova tecnologia uma melhoria no produto que a gente acabou fazendo novas patentes enquanto a patente nem tinha sido concedida, a gente j\u00e1 estava lancando novas patentes e novos produtos&#8221;, diz Camila Cruz Durlacher, diretora de pesquisa e desenvolvimento da 3M Brasil.<\/p>\n<p>Se \u00e9 dif\u00edcil pra uma multinacional, imagine uma empresa menor, que nasceu como startup, como uma que fabrica colas ecol\u00f3gicas. A chinesa Wang Shu Chen quer expandir o neg\u00f3cio: usar na constru\u00e7\u00e3o civil o produto que desenvolveu em laborat\u00f3rio. Ela entrou com o pedido de patente em 2007 e at\u00e9 agora nada.<\/p>\n<p>&#8220;Registro de patente \u00e9 super complicado. Voc\u00ea tem que dizer como \u00e9 que voc\u00ea produz, toda a formula\u00e7\u00e3o, e a\u00ed qualquer um pode te copiar e se ele bota 0,1% menos de qualquer coisa, que n\u00e3o vai afetar nada na qualidade do produto, e o produto \u00e9 semelhante, e a\u00ed j\u00e1 \u00e9 outro produto para o pessoal de propriedade industrial&#8221;, conta a empres\u00e1ria Wang Shu Chen.<\/p>\n<p>E a\u00ed todo o esfor\u00e7o e gasto com pesquisa e desenvolvimento acaba sendo perdido, um risco que afasta quem tem interesse em colocar dinheiro nas nossas ideias.<\/p>\n<p>&#8220;Investidor n\u00e3o olha investimento se n\u00e3o entender que a propriedade intelectual est\u00e1 protegida&#8221;, pontua S\u00e9rgioRrizola, diretor da Anprotec.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 o objetivo de uma patente, te assegurar essa exclusividade para que voc\u00ea possa investir em tecnologia&#8221;, ressalta Camila Cruz Durlacher, diretora pesquisa e desenvolvimento 3M Brasil.<\/p>\n<p>Neste ano 70 examinadores v\u00e3o refor\u00e7ar o INPI, mas s\u00f3 o treinamento deles dura um ano e meio.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s tamb\u00e9m precisamos de outras medidas, do ponto de vista da automa\u00e7\u00e3o, da revis\u00e3o de processos, uma certa desburocratiza\u00e7\u00e3o que \u00e9 possivel, pra poder reduzir esse quadro e a gente poder chegar a entregar uma patente examinada em quatro anos&#8221;, afirma Luiz Ot\u00e1vio Pimentel, presidente do INPI.<\/p>\n<p>&#8220;Seguramente quando existe propiedade industrial bem estabelecida voc\u00ea tem maior volume de produ\u00e7\u00e3o de bens e servicos no pa\u00eds. Quando isso acontece, a popula\u00e7\u00e3o tem acesso a uma gama maior de produtos e servi\u00e7os&#8221;, explica Paulo M\u00f3l, superintendente de inova\u00e7\u00e3o da CNI.<\/p>\n<p>Em um ponto todo mundo concorda: n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma ideia que vai acabar com a montanha de pedidos esperando aprova\u00e7\u00e3o. S\u00e3o v\u00e1rias. E muito boas. Daquelas que at\u00e9 mereciam uma patente.<\/p>\n<p>Assista a reportagem <a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/5323045\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/jornal-da-globo\/noticia\/2016\/09\/brasil-leva-ate-11-anos-para-conseguir-aprovar-patente-de-um-produto-novo.html\">http:\/\/g1.globo.com\/jornal-da-globo\/noticia\/2016\/09\/brasil-leva-ate-11-anos-para-conseguir-aprovar-patente-de-um-produto-novo.html<\/a>, em 26\/09\/2016, \u00e0s 11h45.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ano 8 \u2013 Edi\u00e7\u00e3o 4 Por Jana\u00edna Lepri, S\u00e3o Paulo\/SP, 21\/09\/2016 Brasil \u00e9 30\u00ba colocado no ranking de patentes concedidas e que valem. 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