{"id":195,"date":"2014-05-26T13:53:27","date_gmt":"2014-05-26T13:53:27","guid":{"rendered":"http:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/?page_id=195"},"modified":"2014-05-27T15:24:32","modified_gmt":"2014-05-27T15:24:32","slug":"ema","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/passaros\/ema\/","title":{"rendered":"Ema &#8211; Rhea americana"},"content":{"rendered":"<table style=\"height: 1990px;\" border=\"0\" width=\"580\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<table class=\"textomedio\" style=\"color: #666666;\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"5\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"571\">\n<table border=\"0\" width=\"564\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"copyright\" style=\"color: #666666;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\" height=\"268\">\n<table border=\"0\" width=\"202\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"5\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"copyright\" style=\"color: #666666;\" valign=\"top\" width=\"1\" height=\"188\"><\/td>\n<td class=\"copyright\" style=\"color: #666666;\" valign=\"top\" width=\"197\">\n<p align=\"left\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cnpgc.embrapa.br\/~rodiney\/series\/ema\/ema.gif\" alt=\"\" width=\"186\" height=\"147\" border=\"1\" \/><br \/>\nEma em seu habitat<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"copyright\" style=\"color: #666666;\" valign=\"top\" width=\"2\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"color: #000000; text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"color: #330066;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Nomenclatura Zool\u00f3gica<\/strong><\/span><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #000000; text-align: left;\" align=\"center\">Reino:\u00a0Animalia<br \/>\nFilo:\u00a0Chordata<br \/>\nClasses:\u00a0Aves<br \/>\nOrdem:\u00a0Rheiformes (ou Struthioniformes)<br \/>\nFam\u00edlia:\u00a0Rheidae<br \/>\nG\u00eanero:\u00a0<i>Rhea<br \/>\n<\/i>Esp\u00e9cie:\u00a0<i>Rhea americana<\/i><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #007b3e;\">Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica<\/span><\/strong><br \/>\nNeotropical: a ema vive praticamente em toda a regi\u00e3o leste da Am\u00e9rica do Sul<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #007b3e;\">Caracter\u00edsticas f\u00edsicas<\/span>\u00a0<\/strong><br \/>\nPeso: m\u00e9dia de 23 kg. \u00c9 a maior ave do continente americano.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #007b3e;\">Hist\u00f3ria Natural<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\n<span style=\"color: #007b3e;\">Alimenta\u00e7\u00e3o<\/span>\u00a0<\/strong><br \/>\nAs emas s\u00e3o aves on\u00edvoras, ou seja, comem de tudo, porem preferem brotos de plantas e pequenos animais (insetos como gafanhotos e lagartas; pequenos vertebrados, como lagartos, r\u00e3s, e cobras pequenas. Tamb\u00e9m comem sementes, ra\u00edzes e frutas. Elas caminham muito em busca de seu alimento.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #007b3e;\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span>\u00a0<\/strong><br \/>\nO per\u00edodo de reprodu\u00e7\u00e3o vai de agosto a janeiro dependendo da regi\u00e3o. Os machos cortejam v\u00e1rias f\u00eameas. Ap\u00f3s o acasalamento os machos constroem ninhos. Estes s\u00e3o buracos rasos no solo sendo rodeado por ramos e vegeta\u00e7\u00e3o. Cada f\u00eamea bota um ovo a cada dois dias durante um per\u00edodo de sete a dez dias. Ap\u00f3s dois ou tr\u00eas dias o macho come\u00e7a a incuba\u00e7\u00e3o. Um macho pode chocar de dez a sessenta ovos.<\/p>\n<p><b><span style=\"color: #007b3e;\">Comportamento<\/span><\/b><br \/>\nOs machos adultos geralmente s\u00e3o solit\u00e1rios. As f\u00eameas e machos jovens formam grupos pequenos.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #007b3e;\">H\u00e1bitat<\/span>\u00a0<\/strong><br \/>\nAs emas vivem em \u00e1reas abertas como campos e cerrados da Am\u00e9rica do Sul. Eles evitam gramado aberto. Emas vivem em \u00e1reas com pelo menos algum vegeta\u00e7\u00e3o alto. Durante a esta\u00e7\u00e3o de procria\u00e7\u00e3o, eles ficam perto de rios, lagos, lagoas e brejos.<br \/>\nBiomas: savanas, chaparral, deserto, floresta tropical com arbusto, savana tropical &amp; campos.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #007b3e;\">Diversifica\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A ema pode ser criada com facilidade em fazendas, para obten\u00e7\u00e3o de seus produtos, evitando que seja predada na natureza. \u00c9 criada nos Estados Unidos e Uruguai e mais recentemente no Brasil. Ap\u00f3s registro no IBAMA, os indiv\u00edduos provenientes de cria\u00e7\u00f5es tem suas penas utilizadas para fazer espanadores, fantasias para o carnaval, etc. As peles s\u00e3o usadas para couro, a carne e ovos podem ser consumidos pelo homem.<br \/>\nAs emas s\u00e3o aves genuinamente brasileiras e sul-americanas, de grande porte, n\u00e3o voadoras, com altura variando de 1,50 a 1,70 m e peso entre 35 e 40 kg. Estas aves desenvolvem alta velocidade nas corridas, cerca de 60km\/h, s\u00f3 perdendo em rapidez para o avestruz, que alcan\u00e7a 80km\/h. A plumagem apresenta colora\u00e7\u00e3o simples variando de uma cor cinza a cinza esmaecido. Possuem ampla distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e pouco dimorfismo sexual (diferen\u00e7as vis\u00edveis entre macho e f\u00eamea). Uma curiosidade \u00e9 que o macho prepara o \u00fanico ninho onde todas as suas f\u00eameas botam os ovos, e enquanto fica chocando os ovos, as f\u00eameas deslocam-se para se agruparem e passarem por mais uma fase de forma\u00e7\u00e3o de har\u00e9m, com outro macho e botarem noutro ninho. As f\u00eameas podem se acasalar com tr\u00eas machos diferentes e colocar cerca de 4 a 5 ovos em cada ninho.<br \/>\nS\u00e3o aves que se adaptam bem ao clima seco, pois a umidade, devido a permeabilidade das penas, pode afetar a sobreviv\u00eancia dos filhotes. Durante o per\u00edodo reprodutivo os machos se separam do bando e formam har\u00e9ns, que podem ser compostos v\u00e1rias f\u00eameas.<br \/>\nEmbora os agricultores n\u00e3o gostem das emas, pois elas se alimentam de brotos e sementes enterradas, os pecuaristas t\u00eam as emas como aliadas, pois estas comem pequenas serpentes, al\u00e9m de carrapatos e moscas que parasitam o gado. A dieta on\u00edvora, composta de gram\u00edneas, leguminosas e pequenos animais como cobras, ratos, lagartos, \u00e1caros e insetos, faz com que prestam um servi\u00e7o ao homem e \u00e0 natureza, pois ajudam no controle de popula\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies que muitas vezes trazem problemas.<br \/>\nAs emas habitavam originalmente grande parte do territ\u00f3rio brasileiro, e podiam ser encontradas em quase todo o territ\u00f3rio nacional, excetuando-se as ilhas ou arquip\u00e9lagos. S\u00f3 n\u00e3o ocorriam em matas fechadas dos biomas da Mata Atl\u00e2ntica e Amaz\u00f4nia. Hoje s\u00e3o menos abundantes devido principalmente destrui\u00e7\u00e3o do h\u00e1bitat natural para agropecu\u00e1ria e ocupa\u00e7\u00e3o humana; a contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos que, ingeridos, comprometem a sa\u00fade do animal e de sua prole; e a ca\u00e7a predat\u00f3ria, por comerem sementes e brotos ou para retirada de suas penas para a fabrica\u00e7\u00e3o de adornos, espanadores e adere\u00e7os para fantasias de carnaval.<br \/>\nEmas s\u00e3o animais silvestres, e sua ca\u00e7a \u00e9 proibida por lei e fiscalizada pelo IBAMA. No entanto, a cria\u00e7\u00e3o em cativeiro \u00e9 permitida e bastante vi\u00e1vel, pois sendo uma ave nativa e em seu ambiente natural, d\u00f3cil, com filhotes resistentes, tamanho que facilita o manejo, e confec\u00e7\u00e3o de estruturas como cercas, telas e abrigos, essa cria\u00e7\u00e3o pode ser encarada como uma forma de pecu\u00e1ria eficiente, ambientalmente correta e sustent\u00e1vel. O manejo de emas em cativeiro faz sucesso pois as emas s\u00e3o boas produtoras de carne, ovos e pele de alto valor econ\u00f4mico. O com\u00e9rcio da carne s\u00f3 \u00e9 permitido para animais oriundos de criadouros comerciais, registrados junto a este \u00f3rg\u00e3o federal, e abatidos em frigor\u00edficos que tamb\u00e9m sejam legalizados.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"color: #330066;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Respons\u00e1veis pelas fontes:<\/strong><\/span><br \/>\n<\/span>Ludmilla Moura de Souza Aguiar<br \/>\nEmbrapa Cerrados<\/p>\n<p style=\"color: #000000; text-align: left;\" align=\"center\">Rodiney de Arruda Mauro<br \/>\nEmbrapa Gado de Corte<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<table border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\n<div class=\"chamadaNoticia\" style=\"font-weight: bold; color: #007b3e;\">Como citar essa p\u00e1gina<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" bgcolor=\"#eeeeee\" height=\"2\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cnpgc.embrapa.br\/~rodiney\/series\/ema\/Empresa%20Brasileira%20de%20Pesquisa%20Agropecu%C3%A1ria_arquivos\/clear.gif\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"2\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"0\">\n<table class=\"linktres\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"2\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"10\"><\/td>\n<td><span style=\"color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">AGUIAR, L.M.S.; MAURO, R.A. Ema &#8211;\u00a0<i>Rhea americana<\/i>. Fauna e Flora do Cerrado, Campo Grande, Junho 2004. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/passaros\/ema &gt;. Acesso em: &lt;<span style=\"color: #ffffff;\"><span style=\"color: #666666; font-family: Arial; font-size: xx-small;\"><strong>26 , Maio &gt; 114\u00a0<\/strong><\/span><\/span>.<br \/>\n<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<table border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\n<div class=\"chamadaNoticia\" style=\"font-weight: bold; color: #007b3e;\" align=\"left\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" bgcolor=\"#eeeeee\" height=\"2\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cnpgc.embrapa.br\/~rodiney\/series\/ema\/Empresa%20Brasileira%20de%20Pesquisa%20Agropecu%C3%A1ria_arquivos\/clear.gif\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"2\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<table width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"2\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td rowspan=\"2\"><span style=\"color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">DANI, S\u00c9RGIO: A ema (\u00a0<i>Rhea americana<\/i>\u00a0): biologia, manejo e conserva\u00e7\u00e3o . (colabora\u00e7\u00e3o de Marco Ant\u00f4nio de Andrade, Roberto Azeredo, Elmo Anast\u00e1cio Silva e Juliana Arruda Silveira); Belo Horizonte-MG; Funda\u00e7\u00e3o Acanga\u00fa (1983).<\/span><a class=\"linktres\" style=\"color: #666666;\" href=\"http:\/\/www.embrapa.br:8080\/aplic\/bn.nsf\/b1bbbc852ee1057183256800005ca0ab\/0504ce07320b250483256ede0079c60a?OpenDocument\">PERRINS, Dr. Christopher M. &amp; Dr. Alex L.A. MIDDLETON, eds. 1985. The Encyclopedia of Birds. Facts on File Publications, New York. pgs. 21-24.<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ema em seu habitat Nomenclatura Zool\u00f3gica Reino:\u00a0Animalia Filo:\u00a0Chordata Classes:\u00a0Aves Ordem:\u00a0Rheiformes (ou Struthioniformes) Fam\u00edlia:\u00a0Rheidae G\u00eanero:\u00a0Rhea Esp\u00e9cie:\u00a0Rhea americana Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica Neotropical: a ema vive praticamente em toda a regi\u00e3o leste da Am\u00e9rica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":187,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-195","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=195"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/195\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":301,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/195\/revisions\/301"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/187"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/faunaeflora\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}