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mar 4, 2015
Josimar Lima do Nascimento
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Reunião técnica promove entrosamento e baliza atividades de MP2 em conforto térmico

Ano 11 – nº 1.293

 

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Até quinta-feira, dia 5, a Unidade sedia o Workshop “Protocolos e metodologias para avaliação de ambiência e bem-estar animal em sistemas de produção em integração”, que pretende apresentar teoria e prática sobre esses procedimentos, além de discutir ações e soluções para a execução do MP2 “Ambiência e conforto térmico em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta” (Climanimal), liderado pela pesquisadora Fabiana Villa Alves, a ser conduzido nos ecossistemas da região dos Cerrados, Meio Norte e transição ecológica.

 

Na reunião de trabalho, os pesquisadores, professores, estudantes e técnicos envolvidos na proposta detalharão as atividades de cada região – Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Bahia, Paraná, Pará e São Paulo e seu respectivo estado da arte, visitarão a área experimental de ILPF no Centro e aprenderão metodologias para coleta eletrônica de dados do ambiente e animal, análise e modelagem dos mesmos, e avaliação de bioindicadores de conforto, comportamento e padrão ingestivo, sombra e microclima.

 

“Nosso projeto é uma continuação de um MP3 positivamente finalizado e sentimos a necessidade de expandi-lo e para isso precisamos melhorar, trocar ideias, somar e agregar. Hoje a comunidade científica nos cobra uma resposta em relação a esse assunto e como empresa de pesquisa temos que buscar as respostas”, enfatiza Fabiana durante a abertura do workshop. Com expectativa, a pesquisadora Ana Karina Salman de Rondônia acredita que a integração e o intercâmbio de experiências serão fundamentais e em muito orientará os trabalhos em seu Estado e Unidade.


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O Climanimal foi aprovado na chamada 11/2013, com previsão de 36 meses, a partir de janeiro de 2015. O projeto analisará o microclima em sistemas agrossilvipastoris e silvipastoris de diferentes regiões climáticas do Brasil, e sua influência sobre o conforto térmico, características biológicas e produtividade de bovinos e ovinos e espera obter os resultados em oito planos de ação, com a participação de 51 colaboradores diretos e a cooperação das Unidades Meio Norte, Rondônia, Amazônia Oriental, Florestas, Agrossilvipastoril, Pecuária Sudeste e Agropecuária Oeste, das Universidades Federais de Mato Grosso do Sul e do Recôncavo da Bahia e Estadual do Oeste do Paraná, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS) e da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Sul – Forrageiras.

 

Problema novo, assunto antigo – Em 2003, a Empresa realizou um dos primeiros eventos que abordava os Sistemas Agroflorestais (SAFs) e sua relação com o desenvolvimento sustentável, em Campo Grande-MS. Coordenado pela pesquisadora Maria Luiza Nicodemo, o seminário gerou resultados, entre eles, a publicação “Sistemas Silvipastoris – introdução de árvores na pecuária do Centro-Oeste Brasileiro”, de autoria de Maria Luiza, Vanderley Porfírio da Silva, Luiz Roberto Lopes de S. Thiago, Miguel Marques Gontijo Neto e Valdemir Laura.

 

Antes disso, em 2000, os especialistas da Embrapa Floresta, Luciano Javier Montoya Vilcahuaman, Amilton João Baggio e Arnaldo de Oliveira Soares haviam escrito um Guia Prático sobre arborização de pastagens, ainda em uso pelos Serviços de Atendimento da Empresa. E um pouco antes ainda, o assunto foi tema de teses de pós-graduação e trabalhos científicos de Universidades como a Federal de Santa Catarina e USP, e Unidades da Embrapa (Gado de Leite, Amazônia Oriental, Florestas e Gado de Corte). É arriscado até precisar quando a importância da sombra, da temperatura e do conforto térmico e sua influência na vida animal passaram a ser foco de estudos, mas o que antes era classificado como filosófico e assunto de pesquisador ‘bicho-grilo’, hoje é estratégico e relevante não somente para o setor agropecuário, comemoram os cientistas ‘alternativos’.

 

Redação: Dalízia Aguiar

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