{"id":12,"date":"2018-02-22T17:53:33","date_gmt":"2018-02-22T20:53:33","guid":{"rendered":"http:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/?p=12"},"modified":"2018-03-02T10:26:08","modified_gmt":"2018-03-02T13:26:08","slug":"evento-da-start-para-inovacoes-em-pastagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/2018\/02\/22\/evento-da-start-para-inovacoes-em-pastagens\/","title":{"rendered":"Evento d\u00e1 start para  inova\u00e7\u00f5es em pastagens"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_36\" aria-describedby=\"caption-attachment-36\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-36 size-medium\" src=\"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/files\/2018\/02\/Materia3_foto1_laura_pereira-300x200.jpg\" alt=\"Foto: Laura Pereira\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/files\/2018\/02\/Materia3_foto1_laura_pereira-300x200.jpg 300w, https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/files\/2018\/02\/Materia3_foto1_laura_pereira-768x512.jpg 768w, https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/files\/2018\/02\/Materia3_foto1_laura_pereira-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/files\/2018\/02\/Materia3_foto1_laura_pereira-600x400.jpg 600w, https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/files\/2018\/02\/Materia3_foto1_laura_pereira.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-36\" class=\"wp-caption-text\">Participantes utilizam metodologia do Design Thinking\u00a0 durante o encontro de inova\u00e7\u00e3o em pastagens. Foto: Laura Pereira<\/figcaption><\/figure>\n<p>O primeiro grande evento promovido pelo projeto <em>Pecu\u00e1ria do Futuro<\/em> marcou o in\u00edcio de um processo de inova\u00e7\u00f5es em pastagens. Oito prot\u00f3tipos para solucionar problemas levantados durante o 1\u00ba Encontro de Inova\u00e7\u00f5es em Pastagens foram entregues \u00e0 equipe organizadora no final dos trabalhos, em outubro de 2017. O material foi sistematizado em um relat\u00f3rio de oportunidades, compartilhado com alguns parceiros, e ser\u00e1 transformado em uma S\u00e9rie Embrapa para divulga\u00e7\u00e3o dos resultados.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio levanta quest\u00f5es como \u201co que sabemos\u201d sobre o problema levantado e \u201co que nos impede\u201d de solucion\u00e1-lo. Com os gargalos mapeados, o grupo sugeriu oportunidades t\u00e9cnicas e n\u00e3o t\u00e9cnicas para tentar resolv\u00ea-los, desenhadas em prot\u00f3tipos.\u00a0 Al\u00e9m disso, cada uma das oito mesas priorizou o problema e as solu\u00e7\u00f5es, estabelecendo focos e evitando dispers\u00e3o. Os subtemas discutidos foram risco agropecu\u00e1rio, nutri\u00e7\u00e3o mineral e fertilidade do solo, sistemas de produ\u00e7\u00e3o, nutri\u00e7\u00e3o animal, fazenda inteligente e forrageiras.<!--more--><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no relat\u00f3rio, a equipe organizadora buscou agregar informa\u00e7\u00f5es sobre tecnologias, produtos e servi\u00e7os j\u00e1 dispon\u00edveis, otimizando a busca por solu\u00e7\u00f5es. \u201cNota-se, por\u00e9m, que tanto nos pontos cr\u00edticos quanto nas oportunidades n\u00e3o t\u00e9cnicas apontadas pelos grupos, surgiram propostas de solu\u00e7\u00f5es que extrapolam o desenvolvimento desta ou daquela tecnologia. Quest\u00f5es que envolvem, muitas vezes, problemas estruturais mais profundos, que n\u00e3o dependem exclusivamente de uma institui\u00e7\u00e3o, de uma empresa ou de um governo\u201d, aponta o documento.<\/p>\n<p>O texto destaca ainda a riqueza da troca de ideias com atores de diferentes elos da cadeia produtiva e sugere que \u201ca partir das tantas ideias aqui apresentadas, os mesmos atores possam enxergar novas oportunidades de a\u00e7\u00e3o para a cont\u00ednua melhoria nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o e na qualidade dos produtos, com foco na sustentabilidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>METODOLOGIA<\/strong><\/p>\n<p>A metodologia utilizada para esse levantamento de propostas inovadoras foi a <em>Design Thinking<\/em>. Trata-se da constru\u00e7\u00e3o conjunta de solu\u00e7\u00f5es para problemas complexos, a partir de discuss\u00f5es tem\u00e1ticas em pequenos grupos, com forte exerc\u00edcio de prioriza\u00e7\u00e3o e est\u00edmulo \u00e0 criatividade.<\/p>\n<p>A abordagem permite organizar ideias e informa\u00e7\u00f5es para oferecer suporte ao processo decis\u00f3rio. O conhecimento compartilhado nas mesas enriquece a experi\u00eancia de cada membro. As discuss\u00f5es s\u00e3o monitoradas por relatores, que controlam o tempo e garantem uma din\u00e2mica produtiva, sem divaga\u00e7\u00f5es. Todo o conte\u00fado \u00e9 sistematizado e retorna a todos os atores.<\/p>\n<p><strong>PALESTRAS<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa etapa de constru\u00e7\u00e3o conjunta, o encontro proporcionou aos cerca de cem participantes seis palestras sobre temas de interesse para a cadeia da carne. Veja abaixo um resumo de cada uma delas:<\/p>\n<p><strong>\u00a0O futuro j\u00e1 come\u00e7ou para as plantas forrageiras?<\/strong><\/p>\n<p>O pesquisador Francisco D\u00fcbbern de Souza, da Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste, lembrou que ao longo do tempo as forrageiras foram incorporadas a diversos outros usos al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de leite e carne: ornamenta\u00e7\u00e3o, palhada para plantio direto, cobertura de margens de rodovia, embalagens, artesanato e outros. Ele apresentou desafios como a necessidade de aumentar o n\u00famero de cultivares de pastagens adaptadas \u00e0s diferentes condi\u00e7\u00f5es ambientais e de manejo; a marcante estacionalidade da produ\u00e7\u00e3o de forragens; a baixa qualidade nutricional das plantas forrageiras tropicais; o predom\u00ednio de pastagens formadas com esp\u00e9cies ex\u00f3ticas; os impactos potenciais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, entre outros. Em seguida falou sobre avan\u00e7os que a pesquisa pode proporcionar em um futuro que est\u00e1 chegando. Alguns deles: sementes com sensores ambientais gen\u00e9ticos indicativos do momento ideal para a germina\u00e7\u00e3o; cultivares de gram\u00edneas com propriedade medicinais; associa\u00e7\u00f5es mutual\u00edsticas entre plantas e microorganismos para aumento da digestibilidade das gram\u00edneas; aumento da efici\u00eancia na absor\u00e7\u00e3o e\/ou na utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelas plantas. Para a constru\u00e7\u00e3o do futuro da pecu\u00e1ria, Francisco indicou como determinantes os bancos de germoplasma e o uso de esp\u00e9cies nativas em pastagens cultivadas. \u201cPor que n\u00e3o?\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Gest\u00e3o de riscos na pecu\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>O ex-ministro da Agricultura (2007-2008) Luis Carlos Guedes Pinto decidiu improvisar uma palestra no evento ao perceber que precisava passar alguns recados aos participantes. De acordo com ele, o maior risco para o pecuarista \u00e9 o frigor\u00edfico e o maior risco para o frigor\u00edfico \u00e9 o pecuarista. Essa rela\u00e7\u00e3o \u201cde muita desconfian\u00e7a, conflituosa e at\u00e9 selvagem\u201d precisa ser resolvida. A solu\u00e7\u00e3o, segundo ele, \u00e9 estabelecer um padr\u00e3o de contrato que assegure seguran\u00e7a m\u00ednima e previsibilidade para as partes. Guedes tamb\u00e9m v\u00ea necessidade de um processo de formata\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os para a agricultura e formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas adequadas. Lamentou que o pa\u00eds ainda n\u00e3o tenha superado problemas s\u00e9rios, como a febre aftosa e a brucelose, doen\u00e7as que j\u00e1 desapareceram de outras partes do mundo. Tamb\u00e9m sugeriu a implementa\u00e7\u00e3o efetiva de um programa de rastreabilidade no Brasil. O ex-ministro disse ainda que o pa\u00eds gera tecnologias para o setor, mas elas n\u00e3o chegam ao produtor e indicou que o cr\u00e9dito \u00e9 um forte indutor para a implanta\u00e7\u00e3o dessas tecnologias. \u201cS\u00f3 o uso de tecnologia reduz o risco\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Sustentabilidade<\/strong><\/p>\n<p>Luis Fernando Guedes Pinto, da Imaflora, apresentou o conceito cl\u00e1ssico de sustentabilidade, mesmo admitindo que se trata de uma defini\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. \u201cOs atores criam defini\u00e7\u00f5es de acordo com seus interesses. Sustentabilidade \u00e9 um processo, a gente nunca chega l\u00e1\u201d, explicou. Segundo ele, ainda \u00e9 um conceito muito filos\u00f3fico, que evolui com o desenvolvimento da ci\u00eancia e da tecnologia. Luis Fernando afirmou que \u00e9 preciso entender os interesses dos outros, aceitando ou n\u00e3o. A certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma de materializar a sustentabilidade, mas os selos de certifica\u00e7\u00e3o s\u00f3 ter\u00e3o valor se houver acordo entre os segmentos envolvidos. O palestrante apontou tamb\u00e9m que os processos de certifica\u00e7\u00e3o geralmente s\u00e3o excludentes e geralmente atingem os grandes produtores. A Imaflora apresentou um modelo de certifica\u00e7\u00e3o coletiva, que conseguiu incluir pequenos e m\u00e9dios no processo. Outra informa\u00e7\u00e3o interessante apresentada por ele \u00e9 que a maior vantagem econ\u00f4mica da certifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro da fazenda, e n\u00e3o fora, como se imaginava.<\/p>\n<p><strong>Tend\u00eancias econ\u00f4micas e o futuro da pecu\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>O palestrante Alexandre Mendon\u00e7a de Barros, da MB Agro, come\u00e7ou apresentando um estudo de 150 anos de dados e pre\u00e7os de produtos agr\u00edcolas e constatou que, entre todos os alimentos pesquisados no per\u00edodo, apenas a carne vermelha subiu de pre\u00e7o. \u201cTivemos um grande salto de produtividade na agricultura, mas a pecu\u00e1ria ainda tem problemas s\u00e9rios, como f\u00eameas que produzem um bezerro por ano, as varia\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os dos gr\u00e3os, e outros\u201d, afirmou. O trip\u00e9 que explicava o sucesso das atividades agropecu\u00e1rias no s\u00e9culo passado (mecaniza\u00e7\u00e3o, gen\u00e9tica e nutri\u00e7\u00e3o de plantas) j\u00e1 n\u00e3o responde \u00e0 realidade atual, j\u00e1 que surgiu algo novo: as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o. Alexandre apresentou dados mundiais de produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de carne, situando o Brasil nesse contexto. E deixou d\u00favidas: \u201cO Brasil tem 220 milh\u00f5es de cabe\u00e7as e o abate caiu 6 milh\u00f5es. Como um rebanho cresce e o abate cai com a alta na produtividade que temos observado?\u201d Segundo ele, os recentes esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o v\u00e3o obrigar o pa\u00eds a reabrir mercados. \u201cMas h\u00e1 demanda para crescer, e possivelmente r\u00e1pida\u201d, apontou, ao lembrar que a crise derrubou o consumo interno de carne de 36 quilos\/habitante para 26 quilos\/habitante em quatro anos. Outra quest\u00e3o relevante colocada por ele foi sobre a cria. \u201cPara onde vai? Vai ser no Pantanal? Em \u00e1reas marginais? A intensifica\u00e7\u00e3o em cria \u00e9 um problema. Um grande enigma, ainda sem resposta.\u201d<\/p>\n<p><strong>A nanotecnologia e os novos fertilizantes<\/strong><\/p>\n<p>Cau\u00ea Ribeiro de Oliveira, da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o (S\u00e3o Carlos-SP), come\u00e7ou informando os dez anos de atua\u00e7\u00e3o da Rede Agronano, que tem permitido avan\u00e7os significativos da pesquisa nessa \u00e1rea. Ele apresentou conceitos ligados ao aumento da efici\u00eancia de um insumo: libera\u00e7\u00e3o comum, libera\u00e7\u00e3o lenta e libera\u00e7\u00e3o controlada. \u201cHoje \u00e9 poss\u00edvel obter v\u00e1rios tempos de libera\u00e7\u00e3o com uma \u00fanica aplica\u00e7\u00e3o dos fertilizantes\u201d, explicou. De acordo com o pesquisador, \u00e9 poss\u00edvel aumentar a efici\u00eancia diminuindo ou controlando a solubilidade de uma part\u00edcula muito sol\u00favel (por meio de sistemas de libera\u00e7\u00e3o lenta ou controlada e de filmes finos de prote\u00e7\u00e3o) ou aumentando a solubilidade de uma part\u00edcula insol\u00favel (nanopart\u00edculas de \u00f3xidos, sais e outros). Ele apresentou informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre nanocomp\u00f3sitos fertilizantes e sobre estruturas reticuladas (hidrog\u00e9is).<\/p>\n<p><strong>As transforma\u00e7\u00f5es no sistema de informa\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade e as estrat\u00e9gias em comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Jorge Duarte, jornalista da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o da Embrapa (Bras\u00edlia-DF), mostrou a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica nas organiza\u00e7\u00f5es na primeira parte de sua palestra. Utilizando conceitos contempor\u00e2neos da comunica\u00e7\u00e3o, explicou que comunicar \u00e9 diferente de informar e que a comunica\u00e7\u00e3o s\u00f3 se concretiza na recep\u00e7\u00e3o. \u201cO receptor \u00e9 o dono da comunica\u00e7\u00e3o. Ele a define\u201d, disse. Pontuou tamb\u00e9m que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 meio, e n\u00e3o um fim \u2013 e tem um come\u00e7o, mas n\u00e3o tem fim, \u201c\u00e9 um processo cont\u00ednuo\u201d. Como recomenda\u00e7\u00f5es aos representantes de organiza\u00e7\u00f5es presentes, Duarte sugeriu que se busquem solu\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o ferramentas. \u201cProfissionalize!\u201d. Em um segundo momento, o comunicador apresentou um levantamento feito com oito jornalistas que atuam no agro e se manifestaram a respeito da imagem da pecu\u00e1ria. O p\u00fablico pode acompanhar, por meio de frases desses jornalistas, como eles percebem que a sociedade enxerga a atividade, os erros e os desafios para o setor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro grande evento promovido pelo projeto Pecu\u00e1ria do Futuro marcou o in\u00edcio de um processo de inova\u00e7\u00f5es em pastagens. Oito prot\u00f3tipos para solucionar problemas levantados durante o 1\u00ba Encontro de Inova\u00e7\u00f5es em Pastagens foram entregues \u00e0 equipe organizadora no final dos trabalhos, em outubro de 2017. 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