{"id":160,"date":"2019-02-19T23:56:03","date_gmt":"2019-02-20T02:56:03","guid":{"rendered":"http:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/?p=160"},"modified":"2019-02-21T15:23:38","modified_gmt":"2019-02-21T18:23:38","slug":"sistema-preve-cheias-em-bacia-do-rio-aquidauana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/2019\/02\/19\/sistema-preve-cheias-em-bacia-do-rio-aquidauana\/","title":{"rendered":"Sistema prev\u00ea cheias em bacia do rio Aquidauana"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:center\"><em>Modelo oferece previs\u00f5es com at\u00e9 99% de acerto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da coorienta\u00e7\u00e3o do pesquisador da <a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/pantanal\">Embrapa Pantanal<\/a> (Corumb\u00e1-MS) Carlos Padovani, a doutora pela universidade Anhanguera-Uniderp M\u00e1rcia Ferreira Cristaldo finalizou um sistema pioneiro de previs\u00e3o para cheias de pequenas bacias hidrogr\u00e1ficas como a do rio Aquidauana em Mato Grosso do Sul. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/files\/2019\/02\/Sistema-previs\u00e3o-cheia-Aquidauana.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-207\" width=\"231\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/files\/2019\/02\/Sistema-previs\u00e3o-cheia-Aquidauana.jpg 567w, https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/files\/2019\/02\/Sistema-previs\u00e3o-cheia-Aquidauana-300x212.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><figcaption> <br>A bacia hidrogr\u00e1fica do rio Aquidauana \u00e9 uma sub-bacia do rio Miranda, que por sua vez \u00e9 afluente do rio Paraguai. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As\nprevis\u00f5es s\u00e3o geradas por meio de um sistema de intelig\u00eancia artificial\ninspirado no funcionamento do c\u00e9rebro humano, capaz de avaliar a intera\u00e7\u00e3o de\ndiversas vari\u00e1veis. Em resumo, as redes do sistema foram alimentadas com dados\nlocais de chuva e de n\u00edveis do rio Aquidauana e, ent\u00e3o, treinadas para gerar\nprevis\u00f5es de cheias atrav\u00e9s da coordena\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Formado\npor redes neurais (RNAs) do tipo <em>multilayer\nperceptron<\/em> (de treinamento backpropagation) com par\u00e2metros otimizados por\nalgoritmos gen\u00e9ticos, que usam t\u00e9cnicas inspiradas pela biologia evolutiva, o\nsistema \u00e9 o primeiro a ser elaborado para a regi\u00e3o. \u201cAs previs\u00f5es\nprobabil\u00edsticas geradas por seu modelo estat\u00edstico s\u00e3o produzidas a partir da\nan\u00e1lise de dados de chuva acumulada elaborados, em sua maioria, pelo Instituto\nNacional de Meteorologia (INMet). J\u00e1 os dados de n\u00edveis do rio, por sua vez,\nv\u00eam da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA)\u201d, descreve Carlos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo\ncom M\u00e1rcia, ao receber informa\u00e7\u00f5es das s\u00e9ries hist\u00f3ricas registradas entre os\nanos de 1995 a 2014, o sistema gerou previs\u00f5es de 1 a 5 dias para a regi\u00e3o. O\nmelhor desempenho foi percebido no modelo para um dia de previs\u00e3o \u2013 o que pode\nser de grande valia ao se considerar, especialmente, a por\u00e7\u00e3o do rio Aquidauana\nvulner\u00e1vel \u00e0s inunda\u00e7\u00f5es na plan\u00edcie Pantaneira. O n\u00edvel do rio no local\nresponde rapidamente \u00e0s chuvas e pode aumentar drasticamente em apenas algumas\nhoras. \u201cA previs\u00e3o para um dia tem 99% de acerto. At\u00e9 5 dias, o erro ainda \u00e9\nmuito pequeno e o sistema faz uma \u00f3tima previs\u00e3o. Para 5 dias, a margem de erro\n\u00e9 de at\u00e9 2 metros, apenas\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>A bacia\nhidrogr\u00e1fica do rio Aquidauana \u00e9 uma sub-bacia do rio Miranda, que por sua vez\n\u00e9 afluente do rio Paraguai. Com mais de 21.000 km\u00b2 de extens\u00e3o, a bacia est\u00e1\nsituada na por\u00e7\u00e3o norte-centro-oeste de Mato Grosso do Sul e envolve 16\nmunic\u00edpios. A popula\u00e7\u00e3o estimada para a bacia do rio Aquidauana era de\naproximadamente 125 mil habitantes em 2010, de acordo com dados do Instituto\nBrasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Os munic\u00edpios da bacia com o\nmaior n\u00famero de habitantes (em termos absolutos) na \u00e9poca eram Aquidauana,\nAnast\u00e1cio e Terenos, somando cerca de 85 mil pessoas entre eles. As terras\nprodutivas da bacia s\u00e3o utilizadas, principalmente, em atividades\nagropecu\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018,\no rio Aquidauana sofreu uma das maiores cheias j\u00e1 registradas: seu n\u00edvel\nultrapassou os dez metros. Em fun\u00e7\u00e3o do grande volume de chuvas, o n\u00edvel da\n\u00e1gua praticamente dobrou em menos de 24 horas. Em dado momento, n\u00e3o foi mais\nposs\u00edvel medir seu aumento porque a r\u00e9gua ficou submersa. O munic\u00edpio de mesmo\nnome entrou em estado de emerg\u00eancia; cerca de 150 pessoas precisaram ser\nlevadas para abrigos improvisados e mais de 10 mil alunos da rede p\u00fablica\nmatriculados em escolas de cidades pr\u00f3ximas tiveram o regime de aulas afetado,\nde alguma maneira, pela enchente. \u201cO monitoramento para a previs\u00e3o de cheias de\npequenas bacias hidrogr\u00e1ficas \u00e9 de grande relev\u00e2ncia, oferecendo uma ferramenta\nimportante para prevenir riscos \u00e0 vida humana e evitar a ocorr\u00eancia de\npreju\u00edzos significativos nas zonas urbanas e rurais\u201d, observa Carlos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a\nconclus\u00e3o dos estudos, os pesquisadores avaliam as possibilidades de\nimplanta\u00e7\u00e3o do sistema. \u201cEstamos trabalhando com a UFMS para fazer um\naplicativo de celular com esse programa\u201d, diz M\u00e1rcia. O projeto dever\u00e1 incluir\ndados de radar na avalia\u00e7\u00e3o do sistema, que tem grande potencial para ser\nadaptado a outras bacias hidrogr\u00e1ficas brasileiras de porte semelhante \u00e0 do rio\nAquidauana &#8211; fazendo desta uma alternativa de grande valor para a elabora\u00e7\u00e3o de\npol\u00edticas p\u00fablicas e para a prote\u00e7\u00e3o, de forma geral, da sociedade que vive e\ntrabalha na regi\u00e3o. \u201cPensamos nos ribeirinhos, pecuaristas e quem mais pode ter\na vida afetada pelas inunda\u00e7\u00f5es. Assim, podemos utilizar os dados daquela\nregi\u00e3o para auxiliar as pessoas\u201d, finaliza a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>O\ndoutorado de M\u00e1rcia, que \u00e9 professora da \u00e1rea de computa\u00e7\u00e3o no Instituto\nFederal de Mato Grosso do Sul (IFMS), foi um projeto multidisciplinar orientado\npelo professor Celso Correa de Souza, da Uniderp, com a colabora\u00e7\u00e3o de Leandro\nde Jesus e Hevelyne Henn, ambos do IFMS, e do professor Paulo Tarso, da\nFaculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (FAENG) da\nUniversidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modelo oferece previs\u00f5es com at\u00e9 99% de acerto Por meio da coorienta\u00e7\u00e3o do pesquisador da Embrapa Pantanal (Corumb\u00e1-MS) Carlos Padovani, a doutora pela universidade Anhanguera-Uniderp M\u00e1rcia Ferreira Cristaldo finalizou um sistema pioneiro de previs\u00e3o para cheias de pequenas bacias hidrogr\u00e1ficas como a do rio Aquidauana em Mato Grosso do Sul. As previs\u00f5es s\u00e3o geradas por &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/2019\/02\/19\/sistema-preve-cheias-em-bacia-do-rio-aquidauana\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Sistema prev\u00ea cheias em bacia do rio Aquidauana&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-160","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=160"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":209,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160\/revisions\/209"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/pecuaria-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}