O uso da cama de frango, ou cama-de-aviário, foi proibido por uma instrução normativa do Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br) a fim de evitar a transmissão da vaca-louca para pessoas que consomem a carne bovinos alimentados com rações feitas de proteína animal. A cama-de-aviário costuma conter restos de ração para aves, que pode ser fabricada com vísceras e restos de carcaças de bovinos e ovelhas. Deste modo há um risco do boi ingerir essas farinhas de carne, se contaminar com a vaca-louca e provocar a doença (fatal e sem cura) em quem consumir sua carne. Foi o que, suspeita-se, aconteceu na Inglaterra em 1995/96. Para proteger o consumidor brasileiro e manter aberto os mercados mundiais para exportação de nossa carne que o Governo Brasileiro proibiu o uso de qualquer proteína de origem animal e cama-de-aviário na alimentação de ruminantes (bois, búbalos, cabras e ovelhas). Além da doeça-da-vaca-louca (EEB – encefalopatia espongiforme bovina, ou BSE em inglês), as principais doenças transmissíveis pela cama-de-aviário (frango e galinha de postura) são o tétano e o botulismo, que podem provocar a morte de bovinos.