A consanguinidade, ou endogamia, é um método de melhoramento genético que consiste no acasalamento entre parentes. O método provoca concetração de genes em uma população, aumentando a homozigose e tornando o rebanho mais uniforme e mais distinto de outros rebanhos. A consangüinidade é utilizada para: 1) fixar características exepcionais que surgem em um determinado animal; 2) recuperar características de um animal impedido de acasalar (morto ou indisponível na região) através do acasalamento entre seus parentes (irmãos, pais, colaterais); e 3) criar linhagens homozigotícas (“puras”) sem parentescos umas com as outras, para depois promover o “choque de sangue” (heterose) entre elas, buscando o “vigor híbrido”. No primeiro caso é bem conhecido o exemplo da criação da raça Tabapuã a partir de um animal mocho descoberto pela Fazenda Água Milagrosa em 1940 (veja em http://www.abcz.org.br/racas/tab.htm) ou o do touro Monkey na formação da raça Santa Gertrudis. E o terceiro é ocaso do acasalamento consanguíneo fechado, quando num rebanho não se introduz reprodutores de outras fazendas e os animais são todos acasalados com parentes próximos. Esse método garante ao comprador de animais destes plantéis, a transmissão ao novo rebanho das características do reprodutor adquirido. Os acasalamentos consanguíneos provocam a concentração tanto de genes favoráveis quanto de genes deletérios, provocando o aparecimento de animais defeituosos que devem ser eliminados durante o processo de seleção. Por esse motivo o acasalamento consanguíneo não é recomendado para rebanho comerciais somente para rebanhos cuja finalidade é a produção de matrizes e reprodutores.