Não existe a melhor raça, aquela que seria sempre superior em qualquer situação.

As diversas raças tem características (vantagens e desvantagens) diferentes e se adequam de maneira diferente aos diversos sistemas de produção de bovinos existentes. A raça mais criada no Brasil é a Nelore. Veja outras em: https://www.embrapa.br/gado-de-corte/busca-de-publicacoes/-/publicacao/busca/ra%C3%A7as

De um modo geral, a raça nelore (www.nelore.org.br) é a melhor opção para a criação a pasto e mais extensiva na região do Cerrado, principalmente por oferecer abundante material genético para se iniciar (matrizes de base) ou melhorar um rebanho já existente (rebanho de elite ou reprodutores finos).

Fazendas mais organizadas e tendendo para os sistemas semi-intensivos (pastagens bem manejadas, bom controle sanitário, suplementação alimentar no período seco) se beneficiam do cruzamento terminal (ou industrial) do nelore (ou outras raças zebuínas como o guzerá e o tabapuã) com raças taurinas como o simental, charolês, limousin e outras. O cruzamento pode, neste caso, aumentar a produção de carne da fazenda em cerca de 15%.

Para fazendas com excelente gerenciamento (controle rigoroso do custo de produção) e sistemas intensivos de produção podem ser indicados o cruzamento do zebu com raças taurinas mais precoces e mais exigentes como o abeerden angus ou o tricruzamento envolvendo uma terceira raça como o caracu, o senepol ou o bonsmara.

Em todo caso, a melhor solução é contactar um zootecnista de sua região para melhor orientá-lo na análise de seu sistema de produção e avaliação da melhor composição genética para o seu rebanho.