O milho (Zea mays) é a forrageira padrão para produção de silagem. As culturas do sorgo e milheto têm sido indicadas para solos menos férteis e locais onde longos períodos de estiagem são frequentes. O ponto ideal de corte para essas forrageiras é o de grão farináceo duro. Outras forrageiras que têm sido utilizadas para ensilagem são as forrageiras tropicais (tanzânia, Panicum maximum cv. Tanzânia1; mombaça, P. Maximum cv. Mombaça; marandu, Brachiaria brizantha cv. Marandu; xaraés, B. brizantha cv. Xaraés, etc.), principalmente como forma de melhorar o manejo de uma pastagem por meio da utilização do excedente do período chuvoso.
Aconselha-se o corte aos 50 dias a 60 dias de crescimento, quando a forrageira se encontra ainda com boa qualidade. Entretanto, com essa idade, a forrageira apresenta umidade excessiva. Para melhorar a fermentação, alguns artifícios têm sido recomendados, como deixar murchar ao sol, por 6 horas a 12 horas, ou a adição de material seco como feno de rama de mandioca (5%) ou a polpa de citrus desidratada (5%).
Deve-se ter cuidado em não ensilar forrageiras muito passadas, pois o alto custo da operação de ensilgem e de fornecimento pode não compensar seu valor em nutrientes (R$/kg de energia ou R$/kg de proteína).
O girassol (Helianthus annuus) e a parte aérea da mandioca também podem ser conservados sob a forma de silagem. A parte aérea da mandioca pode ser obtida durante a colheita das raízes ou até 2 meses antes.