Uma das características favoráveis à cana como alimento volumoso é exatamente não necessitar do processo de silagem. Isso decorre do fato de coincidir o auge de seu valor nutricional com o período da seca. O interesse em fazer a ensilagem da cana se apoia nos seguintes pontos:

•    Evitar    a    necessidade    de    corte    diário    de    cana,    o    que    pode    ser complicado se o número de animais for muito grande;

•    Melhorar    a    condução    do    canavial,    deixando­-o    mais    uniforme, com maior produção e vida útil mais longa;

•    Evitar    o    risco    de    perder    a    cana    por    causa    de    incêndios    ou,    caso tenha ocorrido o incêndio, aproveitar o material, o que deve ser feito o mais rapidamente possível;

•    Aproveitamento    de    excedentes;

•    Uso    da    cana    nas    águas.

A silagem de cana segue os mesmos princípios que as demais silagens: colher e picar, encher rapidamente o silo, compactar muito bem e vedar totalmente.

Todavia, além disso, devem ser usados aditivos para evitar a ocorrência de fermentações secundárias que produzem álcool. Os aditivos utilizados para a silagem de cana-­de-açúcar são:

•    Leveduras,    como    o    Lactobacillus buchneri, das quais existem produtos comerciais no mercado e que devem ser utilizadas conforme a orientação do fabricant;

•    Benzoato    de    sódio,    na    proporção    de    1    kg/t    de    massa    verde;

•    Ureia,    na    ordem    de    7    kg/t    a    10    kg/t    de    massa    verde.

Essa    quantidade de ureia reduz as perdas, mas deixa a massa ensilada muito desbalanceada. É preciso, portanto, suplementá­-la com fontes de energia (como os grão de milho, sorgo, etc.) para usá­-la. A melhor variedade de cana para a nutrição de ruminantes é a mesma que a melhor cana para a usina. Isso decorre do fato de ser a fibra da cana de baixíssima digestibilidade e o componente