A setária (Setariasphacelata var. anceps cv. kazungula) é uma gramínea tropical que se adapta a solos ácidos e de baixa fertilidade, embora apresente maior produção e persistência em solos de média a alta fertilidade. Desenvolve-se satisfatoriamente em solos úmidos de baixada e suporta alagamentos temporários. Tolera geadas, desde que não muito severas, e períodos secos não muito prolongados. Destaca-se pela resistência ao pisoteio, suportando bem o pastejo contínuo. A setária é de estabelecimento relativamente fácil, embora de crescimento lento no início. No Brasil Central, a semeadura, após o preparo do solo, pode ser feita de novembro a janeiro, usando-se 2 kg/ha de sementes puras viáveis. O pastejo pode ser iniciado de 80 a 90 dias após o plantio, de preferência com animais em recria ou engorda. A setária apresenta, em comparação com outras gramíneas, teores de oxalato relativamente altos, especialmente quando as plantas são jovens. Por essa razão, deve-se evitar o pastejo nessa fase, por vacas recém-paridas ou em mau estado nutricional.