Ocorridos os danos, há pouco o que fazer. Necessariamente, devemse remover os animais para pastagens menos atacadas, e deve-se aguardar a recuperação das áreas com danos. Na verdade, ainda há controvérsia sobre o melhor manejo das pastagens, visando diminuir os danos provocados pelas cigarrinhas.
Com base em resultados obtidos na Embrapa Gado de Corte, a preocupação com as cigarrinhas deve existir antes que atinjam níveis populacionais capazes de causar danos. Deve-se ajustar a carga animal, de modo a evitar sobra de pasto (evitando-se, é claro, o superpastejo). Isso porque quando ocorre a sobra de pasto, o gado é mais seletivo, e as folhas velhas, não consumidas, caem e se acumulam como palha, no solo. Essa camada de palha garante ao solo um ambiente escuro e úmido, propício para a emissão de raízes superficiais, que servirão de alimento às ninfas de cigarrinhas recém-eclodidas, favorecendo a sobrevivência indesejável desses insetos.