Um “boi magro”, próprio para o confinamento de engorda, pesando cerca de 350 kg de peso vivo, consumirá diariamente de 6 a 8 kg de matéria seca (MS) na forma de forragem, ou 20 a 25 kg de cana ou silagem. Durante um confinamento de 90 a 120 dias o consumo será de 630 a 840 kg de MS, ou 2,5 a 3 toneladas de forragem . Como um hectare de cana produz de 30 a 150 toneladas de forragem, sendo 70 toneladas uma expectativa razoável, pode-se considerar que esta área pode alimentar 20 bois durante o confinamento, ou que 1 boi requer 500 m2 de área plantada com cana ou capim-elefante. Para o capim-elefante pode-se estimar uma produção semelhante, que entretanto ocorre no verão, implicando na necessidade de ensilagem para conservação da forragem até a época do confinamento. Além da forragem verde, o confinamento requer o fornecimento diário de 3 a 4 kg ração concentrada. Não há uma regra definida quanto à proporção de cana e de elefante a ser fornecido; a cana tem pior valor nutritivo (o que faz aumentar o gasto com a ração concentrada) mas pode ser picada na época do confinamento e fornecida diretamente, já o elefante tem melhor valor nutritivo mas requer maiores gastos com o preparo da silagem.
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