Os estudos realizados pela Embrapa Gado de Corte indicam que os prejuízos provocados pela infestação de vermes é baixo em bovinos, exceto nos animais de recria (desmama até 24/30 meses de idade). Isto é válido para rebanhos com bom controle sanitário e em que os animais estão bem alimentados. Nos bezerros o prejuízo é baixo pois a carga de vermes normalmente é baixa e esses animais recebem alimento (leite e pasto) suficiente para atender seu potencial de crescimento e fazer frente a alguma expoliação por vermes. Bois na fase de acabamento e vacas também sofrem pouco prejuízos por terem menores necessidades nutricionais e maior resistência ao ataque de vermes. Já animais de recria ainda não adquiriram resistência aos vermes e tem altas exigências nutricionais, por isso sofrem muito mais com a infestação por vermes, que subtraem parte dos nutrientes ingeridos além de provocarem algum efeito tóxico. Assim, a vermifugação dos bezerros torna-se necessária somente em alguns casos; vacas e bois de engorda devem receber somente uma dose anual de vermífigos e os animais de recria (desmama a 24/30 meses) 3 doses anuais. Em fazendas em que as verminoses estão sob controle o vermífugo usado nesse programa estratégico pode ser a base de levamisole (Levamisol, Ripercol, etc), que é plenamente eficiente e de baixo custo. Vermífugos mais caros e com efeito residual maior, ou de múltipla ação (vermes e bernes e outros ectoparasitos) só devem ser usados quando os custos são compensados por algum benefício extra. São exemplos dessas situações a entrada de animais na fazenda (devem ser vermifugados e postos em quarentena em piquete isolado para não contaminar as pastagens), um surto de verminose, uma escassez de alimentos etc.

Veja mais detalhes:

  • Epidemiologia dos nematóides gastrintestinais em bovinos de corte nos cerrados e o controle estratégico no Brasil – http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/ct/ct24/
  • Combate aos quatro principais parasitos de gado de corte – http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/cot/COT35.html