Na produção de novilhos precoces, não há restrição no que diz respeito à raça ou ao tipo de cruzamento. A condição básica quanto ao grupo genético é a escolha de raças e biótipos que apresentem potencial para a produção de animais com boas características de ganho em peso e de precocidade, resultando em carcaças uniformes e de boa qualidade, especialmente nos aspectos de musculosidade (convexidade da carcaça) e acabamento (cobertura de gordura).
Devem ser preferidas raças de tamanho adulto médio, como Nelore, Guzerá, Tabapuã, Angus, Hereford e as compostas Brangus, Braford, Canchim e Senepol, dentre outras.
As raças de grande porte, tais como Charolês, Limousin, Pardo Suiço Corte, Simental e Blonde D´Aquitaine, são mais tardias e poderiam ser mais bem utilizadas como raças terminais sobre fêmeas de porte médio.
A estratégia de alimentação determina a idade de acabamento e é muito ligada à eficiência econômica do sistema de produção. Pode-se combinar creep-feeding com confinamento logo após a desmama, para a produção do superprecoce, ou o aleitamento a pasto, seguido ou não de suplementação na seca, com confinamento apenas na fase de terminação, para a produção do precoce.
A alimentação, os cuidados sanitários e o bem-estar animal são itens que crescem de importância a cada dia, fazendo parte das boas práticas pecuárias.