Em primeiro lugar, deve-se optar pela aquisição de reprodutores de criadores com tradição no ramo de seleção, de preferência filiados à associação da raça ou que estejam participando de programas de melhoramento genético.

Em segundo lugar, deve-se procurar informações que lhe possam garantir confiança de que os touros, de fato, transmitam aos seus filhos as características desejadas. Neste aspecto, a disponibilidade de resultados de avaliação genética é fundamental, sendo indicados apenas touros com alto valor e baixo percentil para as DEPs de interesse.

Em terceiro lugar, é preciso atentar para a fertilidade e a libido do touro. A fertilidade pode ser atestada pelo exame andrológico, documento imprescindível. No que diz respeito à libido, o interesse pela vaca durante o cio, a avaliação direta é mais complicada. No entanto, ela pode ser apreciada pelas características sexuais secundárias que conferem masculinidade ao animal.

Além disso, é preciso considerar outros aspectos, tais como aprumos, conformação frigorífica e caracterização racial, rejeitando-se os reprodutores que apresentem alguma anomalia que comprometa a sua funcionalidade e capacidade de monta e/ou que possam introduzir, em seu rebanho, genes responsáveis pela herança de características indesejáveis.