Sim. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou três sinonímias para o mesmo capim. Xaraés, pela Embrapa; MG5-Vitória e Toledo, por empresas privadas produtoras de sementes de forrageiras.
Sim. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou três sinonímias para o mesmo capim. Xaraés, pela Embrapa; MG5-Vitória e Toledo, por empresas privadas produtoras de sementes de forrageiras.
Atualmente, a mais usada é o estilosantes-campo-grande, que consorcia facilmente com as braquiárias decumbens, humidícola, dictioneura e com o andropogon. Também pode ser consorciada com o marandu, o xaraés e o piatã.
Essa leguminosa requer solos secos e leves (com até 30% de argila) e aplicações mínimas de calcário, fósforo (P), potássio (K) e zinco (Zn).
O amendoim forrageiro belmonte pode ser usado nos solos mais pesados e úmidos.
A braquiária decumbens (braquiarinha) é das mais rústicas, ou seja, adapta-se a solos ácidos e pobres, com a vantagem de responder bem a fertilizantes, especialmente a fósforo. Em solos corrigidos, cresce bem o ano todo, rebrota sempre que haja um pouco de chuva, é muito agressiva, cobre o solo rapidamente e controla as invasoras. Porém, compete excessivamente com leguminosas em consorciação, é suscetível à cigarrinha e pode provocar fotossensibilização em bezerros.
A mais utilizada é o capim-marandu, também conhecida como braquiarão ou brizantão, mas o capim-piatã, por apresentar um valor nutritivo mais alto e proporcionar maiores ganhos de peso aos novilhos, é a que reúne melhores condições para a fase de acabamento.
O capim-xaraés tem alta produtividade e grande capacidade de suporte, rendendo mais peso vivo por hectare, mas perde do marandu e piatã no ganho por cabeça.
As vantagens e desvantagens da braquiária decumbens são:
• Vantagens – Sem problemas de estabelecimento, formação rápida, boa cobertura de solo, persistente mesmo quando mal manejada, pouco atacada por formigas cortadeiras e mais tolerante à seca do que a maioria das forrageiras comuns,
prestando-se, por isso, a ser reservada como feno-em-pé.
• Desvantagens – Susceptível ao ataque de cigarrinhas, pode provocar fotossensibilização (caracha e sapeca ou requeima) em animais jovens e, no verão, tem maior relação folha/colmo, o que afeta sua qualidade.As vantagens e desvantagens do andropogon são:
• Vantagens – Melhor qualidade e desempenho animal no período das chuvas, rápida brotação e recuperação após
as primeiras chuvas, maior resistência a secas prolongadas, cigarrinha das pastagens e ao percevejo castanho, boa
adaptação a solos rasos, com cascalho.
• Desvantagens – Formação mais difícil, com necessidade de mais cuidados no plantio, mais sujeito a ataque por formiga,
difícil manejo, pastejo irregular com mais entouceiramento, manchas de solo descoberto, maior suscetibilidade à erosão
do solo, menor competição com as invasoras.
Algumas forrageiras são mais tolerantes a condições de solos com baixos níveis de nutrientes, baixo pH e alta saturação de alumínio; ou seja, enquanto as mais exigentes desaparecem, as menos exigentes conseguem sobreviver, produzindo algo. As braquiárias decumbens (braquiarinha), humidícola e dictioneura, o andropogon e o estilosantes-campo-grande são forrageiras tolerantes a solos de baixa fertilidade. Porém, produzem pouca matéria seca e, portanto, proporcionam baixas lotações.
Dentre as forrageiras mais comuns, destaca-se a braquiária decumbens (braquiarinha), mas o andropogon também apresenta boa resistência à seca. É importante lembrar que durante o período seco ocorrem, também, baixas temperaturas e dias curtos, fatores que afetam negativamente o crescimento e a produção das forrageiras.
Todas as forrageiras tropicais são muito afetadas em seu crescimento nesse período. Por isso, apenas algumas têm capacidade maior de produção de matéria seca ou de se manter verde e com melhor qualidade no período seco.
A produção anual concentrada no período das chuvas é uma característica das forrageiras tropicais. As técnicas sugeridas a
seguir, embora não uniformizem o crescimento das forrageiras, permitem diminuir a defasagem entre oferta e demanda por alimentos nos períodos de chuva e de seca:
• Conservação do excesso de forragem do período de chuva, na forma de feno ou silagem.
• Manutenção de pastos de reserva, subutilizados no período de chuvas, como feno-em-pé para o período seco.
• Plantio de forrageiras de inverno, capazes de crescer ou se manter verdes durante parte do período seco: aveia (Avena
sativa), milheto (Penisetum americanum), sorgo forrageiro (Sorghum vulgare).
• Plantio de pastagens em sucessão à lavoura de verão.
• Bancos de proteína com leguminosas: guandu, leucena (Leucaena leucocephala) ou estilosantes mineirão (Stylosanthes
guyanensis cv. Mineirão), para uso estratégico na seca.
Entre as forrageiras adaptadas às condições climáticas de cerrado, incluem-se as braquiárias (decumbens, Brachiaria
decumbens cv. Basilisk; marandu, B. brizantha cv. Marandu , piatã B. brizantha cv. BRS-Piatã; xaraés, B. brizantha cv. Xaraés; humidícola, B. humidicola; dictioneura, B. humidicola cv. Llanero), os capins do gênero Panicum (tanzânia, Panicum maximum cv. Tanzânia-1; mombaça, P. maximum cv. Mombaça; massai P. maximum x P. infestum cv. Massai), os capins andropogon (Andropogon gayanus) e setária (Setaria sphacelata var. anceps), além das leguminosas estilosantes-campo-grande (Styloshantes capitata + S. macrocephala), amendoim-forrageiro belmonte (Arachis pintoi cv. Belmonte), calopogônio (Calopogonium mucunoides) e guandu (Cajanus cajan).
As braquiárias decumbens, humidícola, dictioneura e andropogon enquadram-se na categoria dos capins menos exigentes em fertilidade do solo, embora produzam mais em solos mais férteis. Essas espécies podem se complementar, constituindo boas opções para a diversificação de pastos na propriedade.
A principal característica dos capins tropicais é a de terem a produção de forragem altamente concentrada no período chuvoso. Pode-se dizer que, na maioria desses capins, 75% da produção ocorre no período das águas (novembro a abril) e 25% no período seco (maio a outubro). Acrescente-se a isso a baixa qualidade da forragem disponível na época seca, em consequência do amadurecimento do pasto ocorrido no final do período chuvoso.