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abr 15, 2015
Josimar Lima do Nascimento
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Trabalho com WWF visa conservação da bacia que abastece Campo Grande

Ano 11 – nº 1.297

Produtores rurais da Associação de Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba, em Campo Grande, conheceram no sábado, 11, durante o dia de campo sobre recuperação de pastagem em solos arenosos, a Unidade Demonstrativa implantada na Fazenda Crescente, localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) do córrego Guariroba. A APA ocupa uma área de 360 km² e o Guariroba é o manancial mais importante da capital de Mato Grosso do Sul. Dele são provenientes cerca de 50% da água que abastece a cidade.

O presidente da Associação, Wardes Lemos, e também proprietário dos 20 hectares onde a Unidade Demonstrativa está implantada, conta que os produtores estão admirados com os resultados apresentados e destaca a importância da Embrapa no projeto. “Isso aqui serve para eu ver que vale a pena investir no resto da propriedade que tem 700 hectares”, completa.

A ação é resultado do projeto Água Brasil, uma parceria entre WWF-Brasil, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas, e conta com a orientação técnica da Embrapa Gado de Corte. Segundo o pesquisador Ademir Zimmer, a finalidade do trabalho é mostrar aos produtores a necessidade pela recuperação e pelo bom manejo da pastagem, o que vai resultar em rentabilidade, além do benefício de conservar água e solo.

“Outro ponto positivo é que, só no Cerrado, existem 30 milhões de hectares de solos desse tipo arenosos e outras grandes áreas no Brasil”, afirma Zimmer explicando que o trabalho vai servir de exemplo para todas essas regiões.

O pesquisador Alexandre Araújo acrescenta que uma pastagem bem implantada e com boa cobertura vegetal, diminui o impacto da gota de chuva diretamente no solo, minimizando a primeira etapa da erosão. “A sociedade não agrícola deve saber que um produtor rural que trabalha de maneira correta a adubação e o manejo das pastagens, bem como utiliza práticas de conservação do solo e da água, certamente estará contribuindo para que a água das chuvas infiltrem com maior facilidade no solo, abastecendo o lençol freático, produzindo com sustentabilidade e minimizando, de certa forma, os custos com tratamento de água”, explica.

De acordo com a analista do WWF-Brasil, Flávia Araujo, o trabalho é uma soma de esforços. “Por um lado temos o apoio da Embrapa Gado de Corte sobre resultados de viabilidade técnica e econômica da recuperação de pastagem e, por outro, o Água Brasil disponibilizando aos produtores da região informações sobre diferentes formas de condução da recuperação de pastagens degradadas e os benefícios resultantes da escolha de cada modelo”, conclui.

 

Redação:

Kadijah Suleiman

Jornalista, MTb RJ 22729JP

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