Os cruzamentos, de um modo geral, podem ser classificados em:
Estático: todos os produtos do sistema ou de uma determinada fase do sistema, machos e fêmeas, são destinados a recria e engorda. Exemplo, nesse caso, é o cruzamento simples ou também chamado cruzamento comercial.
Contínuo: as matrizes de reposição são retiradas do próprio sistema do cruzamento, que continua indefinidamente. O cruzamento rotacionado, em que touros de duas ou mais raças são utilizados, alternadamente, sobre fêmeas produzidas na fase anterior, é um exemplo de cruzamento contínuo.
Combinado: é resultante dos cruzamentos estático e contínuo. Um exemplo clássico deste tipo é o cruzamento triplo, quando, num primeiro estágio do cruzamento de duas raças, os machos produzidos são destinados para recria e engorda, retendose as fêmeas para serem acasaladas com uma terceira raça (cruzamento terminal), sendo que, nessa etapa final, machos e fêmeas são destinados ao abate. Em termos de complementaridade, a inclusão de uma terceira raça pode ser vantajosa por possibilitar mais combinações. Entretanto, à medida que se aumenta o número de raças, o sistema vai ficando cada vez mais difícil de ser gerenciado, na prática. É por isso que o chamado cruzamento comercial de duas raças e o cruzamento terminal, que envolve três raças, são os mais simples de serem feitos e os mais utilizados.