As lagartas são consideradas pragas ocasionais em pastagens. São insetos mastigadores e, se eventualmente atingem níveis populacionais elevados, são capazes de ocasionar severos danos, reduzindo drasticamente a disponibilidade de pasto para os animais. Recomenda-­se que as pastagens sejam vistoriadas com atenção e frequência no que diz respeito à presença de lagartas para pronta identificação de focos iniciais. Observações devem ser feitas na superfície do solo, em meio à palha sobre o solo, colmos e folhas, e com atenção especial nas áreas recém­-cortadas para feno ou após a aplicação de fertilizantes nitrogenados, ou queima.

Nessas condições, em especial a lagarta-­militar (Spodoptera frugiperda) tende a aumentar em número, podendo causar sérios danos ao capim em franco crescimento. O ataque desses insetos se dá em reboleiras, assim sendo, o controle de focos iniciais apresenta a vantagem de que o tratamento se dará em áreas relativamente pequenas. Nessas áreas, recomenda­se aplicar inseticidas de baixa toxicidade e curto poder residual (registrados para uso em pastagens), sendo necessário retirar os animais das áreas tratadas por tempo que dependerá do produto utilizado.

Há produtos biológicos à base de Bacillus thuringiensis que podem ser aplicados. Como se trata de um inseticida microbiano seletivo para lagartas, não é necessário, nesse caso, a retirada dos animais das áreas tratadas. Outra importante vantagem de sua aplicação consiste no fato de que não elimina os inimigos naturais presentes na pastagem. Esses produtos são mais eficazes contra a curuquerê­-dos­-capinzais (Mocis latipes). Para o controle da lagarta-­militar, são necessárias dosagens relativamente maiores.

Alternativa adicional é concentrar animais nas áreas atacadas, procurando, com isso, aproveitar a forragem disponível antes que as lagartas o façam. Essa medida poderá ser adotada antecedendo eventual aplicação de um produto inseticida.