Recomenda-se o plantio de metade da área com variedades precoces e metade com variedades tardias. Variedades precoces: RB 83-5486 RB 76-5418 SP 80-1842 IAC 86-2210. Variedades médias/tardias: CB-45-3 RB 72-454 RB 73-9743 RB 73-9359 IAC 86-2480 SP 71-1406 SP 70-1143 SP 79-1011. A variedade IAC 86-2480 foi desenvolvida especialmente para produção de forragem e foi posta no mercado pelo Instituto Agronômico de Campinas {fone (19)3231-5422}. O Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br) tem o registro de todas as empresas de sementes e mudas que atuam no mercado oferecendo essas variedades de canas e outros materiais. Em geral as empresas que comercializam mudas de cana são as mesmas que comercializam sementes de forrageiras. Uma boa maneira de localizá-las é dando uma busca na internet usando as palavras “cana” seguida do nome da variedade.
Archives for Nutrição Animal
Qual a melhor cultivar de cana para complementar a pastagem no período da seca na região Sul de Minas?
A cana pode ser utilizada como única fonte de alimento no confinamento de bovinos?
A cana usada como alimento único, mesmo se hidrolisada, permite apenas manutenção do peso de animais em terminação e mesmo assim somente se for enriquecida com ureia. Como volumoso acompanhado de ração, a cana permite terminar em confinamento apenas animais que estejam próximos ao peso de abate. Nestes dois casos, pequenos ganho diário ou manutenção de peso enquanto se espera preços, a cana realmente pode reduzir os custos do volumoso empregado no confinamento, pois tem uma alta produtividade, – pode se obter facilmente 120 ton/ha. Por outro lado, mesmo hidrolisada a cana é um volumoso de qualidade menor que as silagens de milho, sorgo ou girassol e é também pior que o próprio pasto bem diferido, provocando aumento nos gastos com o concentrado quando se deseja a egorda rápida para não prolongar o confinamento. Veja mais detalhes sobre o uso da cana e hidrólise com cal no seguinte endereço: https://www.embrapa.br/gado-de-corte/busca-de-publicacoes/-/publicacao/325574/cana-de-acucar-uma-alternativa-de-alimento-para-a-seca
As melhorias, no desempenho de novilhas, podem ser obtidas melhorando-se o manejo do marandu de modo a oferecer um volumoso de melhor qualidade em maior quantidade (que permite maior consumo de folhas e menor consumo de talos) empregando uma técnica apurada de formação de feno-em-pé. Além de melhorar o volumoso (a forragem) pode-se melhorar o concentrado fornecido às sua novilhas, passando do sal+ureia com palatabilizante atual para misturas múltiplas de maior valor energético ou para suplementos mais proteicos: Veja os exemplos de fórmula na publicação: https://www.embrapa.br/gado-de-corte/busca-de-publicacoes/-/publicacao/325191/suplementacao-de-bovinos-em-pastejo
Sugerimos, entretanto, consultar um zootecnista de sua região para balancear um suplemento econômico de acordo com os ingredientes e preços do mercado local, de acordo, ainda, com o pasto disponível e com a capacidade de resposta das sua novilhas.
Veja a seguinte publicação disponíveis em nossas página “Silo, silagem e ensilagem”: http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/divulga_pdf/gdcd02.pdf
Qual a função da ureia na alimentação do gado e como ela age em seu metabolismo.
A principal função da ureia na alimentação do gado é melhorar o aproveitamento das forragens de baixa qualidade, aumentando sua digestibilidade. Quando as forragens estão muito passadas do ponto (maduras e fibrosas), o seu teor de proteínas é tão baixo (menor do 6 %) que não garante nem a sobrevivência das bactérias do rúmen. São estas bactérias, que vivem no estômago do boi, as responsáveis pela digestão da fibra do capim e pelo fornecimento de energia para o bovino. Quando se acrescenta ureia ao sal ou à forragem picada, esta ureia fornece nitrogênio para as bactérias. Assim elas podem digerir o capim e sintetizar proteínas para nutrir o bovino. Por ser convertida em proteína pelos microoganismos do rúmen, a ureia, ingrediente de preço baixo, pode ser utilizada para substituir até 1/3 dos farelos proteicos (de soja, algodão etc), ingredientes bem mais caros, reduzindo assim o custo da alimentação de animais suplementados ou confinados.
Quanto tempo é necessário para preparar o feno de cana hidrolisada e quanto tempo pode ficar armazenado?
O feno pode secar em um dia se for bem espalhado, revirado várias vezes, se houver intensa radiação solar, baixa umidade relativa do ar e ventos fracos a moderado. Normalmente leva-se de um a três dias. Depois de hidrolisada com cal, bem desidratada e armazenada corretamente, a cana durará mais de 3 anos, mas recomenda-se consumi-la até o 3º ano.
Sim, a cana queimada pode ser ensilada. Haverá maiores perdas durante a fermentação e redução do valor nutritivo da silagem, o que reduz a eficiência econômica mas não inviabiliza o processo. Perdas menores durante a fermentação e aumentos no valor nutritivo da silagem de cana queimada podem ser obtidos com a adição de alguns ingredientes, isolados ou em combinação, durante a ensilagem: uréia (5 kg / tonelada de cana), rolão de milho, ou MDPS (120 kg / tonelada de cana) ou o lactobacilo L. buchneri, na dose especificada pelo fabricante. Recomendamos consultar um zootecnista de sua região para verificar, dentro da estrutura de custos da sua fazenda e da capacidade de resposta dos animais que receberão esta silagem, se a operação é viável economicamente ou se o prejuízo será menor ao se arcar com a perda da parcela do canavial que foi queimada.
Utilize a cal virgem micropulverizada, certificada pelo Ministério da Agricultura como isenta de nitrofuranos e dioxina, à venda em lojas de alimentos para animais. Nunca utilize a cal empregada na construção civil. Para a correta aplicação, prepare uma solução de 1 kg de cal diluída em 4 litros de água para cada 100 kg de cana. Depois de misturada aguarde 24 horas antes de fornecer a cana aos animais. Caso já tenha prática com o uso de ureia, ela pode ser acrescentada à cana nesta mesma solução. Neste caso, adicione mais 1,8 kg de ureia e 200 g de sulfato de amônio.
O millheto deve ser ensilado por volta dos 90-100 dias após o plantio, cerca de 50 dias após o florescimento, quando os grãos já estiverem endurecendo e uma parte já duros.
Veja mais detalhes sobre o cultivo do milheto na publicação “Uso do milheto como planta forrageira” – http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/divulga_pdf/gdcd46PeB.pdf
Não se deve usar sorgo sem moer na alimentação dos bovinos. O tamanho do grão, seu teor de tanino e a estrutura molecular do amido do sorgo tornam necessária a moagem para evitar perdas superiores a 40% do alimento durante o processo de digestão. Os custos destas perdas são mais altos que os da moagem; por isso ela se torna recomendável.