O capim-elefante é uma das opções de volumoso para alimentação de bovinos, pois, no período das águas, pode ser pastejado diretamente pelos animais (pastejo rotacionado) ou picado para fornecimento no cocho. Entretanto este período não é muito favorável ao confinamento pois é muito grande a oferta de animais terminados a pasto, com baixo custo. O confinamento produz um boi com custo muito acima do que o mercado se dispõe a pagar nesta época do ano. Por outro lado, no perído seco, com a menor oferta de boi a pasto, os preços do boi sobem e o custo do confinameto se torna mais compensador. Ainda assim, o confinamento como atividade isolada (compra de animais magros para engorda e venda), dá prejuízo em 8 de cada 10 anos. Neste período o capim-elefante não fornece volumoso com a qualidade mínima para alimentar animais confinados, com a seca a forrageira interrompe o crescimento e amadurece, tornado-se fibrosa e com baixo teor de proteína. A solução de uso mais adequada para o capim-elefante é explorar ao máximo sua produção nas águas e armazenar uma parte dela para uso no confinamento, no período seco.
Há duas opções de ensilagem do capim-elefante: uma visa produzir o máximo de forragem e a outra visa produzir forragem de máxima qualidade.
No primeiro caso espera-se a planta atingir sua altura máxima e o teor de matéria seca (30-35%) ideal para ensilagem. Como a planta estará com baixos teores de açucares (na silagem o açúcar é fermentado e se transforma no conservante chamado ácido lático) é necessário acrescentar 10-15% de cana madura no momento de picar o capim-elefante, ou, misturando bem, no momento de encher o silo.
No segundo caso, colhe-se a planta com porte mais baixo, valor nutritivo (energia, proteína e digestibilidade) mais alto e teor de água excessivo. Assim torna-se necessário acrescentar uma fonte de matéria seca que pode ser o milho moído com palha e sabugo ou puro. É o mesmo milho, ou sorgo, que seria fornecido via ração. É possível, também, fazer a silagem do capim pré-secado: corta-se o capim e se espera murchar até perder o excesso de água. A ração pronta pode ser fornecida aos animais confinados, entretanto é preciso fazer um estudo dos custos locais comparando o preço a ser pago pela ração com o peso ganho pelos animais durante o confinamento multiplicado pelo valor da arroba.
Recomendamos consultar um zootecnista de seu município para orientá-lo no primeiro ano de condução do confinamento e reduzir o risco da atividade.