Essa é uma tarefa difícil, pois a decumbens é de formação rápida, muito agressiva e deixa uma quantidade muito grande de sementes viáveis no solo. O ideal é fazê-lo por meio do cultivo de lavoura por, pelo menos, dois anos consecutivos antes da nova formação de pastagens. Alternativamente, recomenda-se a combinação dos controles químico e mecânico em sucessivas repetições, até que se esgote ou reduza ao mínimo o potencial de sementes remanescentes no solo. Deve-se iniciar com uma gradagem pesada seguida da aplicação de um herbicida pré-emergente. Assim que ocorrer a germinação da decumbens, aplica-se novamente um herbicida (agora pós-emegente) e segue-se alternando gradagens e aplicação de graminicidas ou dessecantes.
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Como eliminar a braquiária decumbens (braquiarinha) para introduzir outra forrageira?
Qual é a cultura mais indicada para a recuperação de pastagem: arroz, milho ou soja?
Vários fatores devem ser levados em conta na escolha da cultura: grau de degradação da pastagem, tipo de solo e clima, espécie forrageira e suas exigências nutricionais, infestação de invasoras e espaço de tempo em que se pretende reutilizar a pastagem. Para se recuperar uma pastagem em até 9 meses, pode-se utilizar a cultura do arroz nos solos mais pobres e a de milho nos solos mais férteis. Para a recuperação em mais de 12 meses, pode ser usada a cultura da soja, desde que as condições locais sejam favoráveis a essa cultura. Por ser uma leguminosa, e mais exigente em fertilidade, a soja proporciona maior poder ponderal da adubação e melhor controle da gramínea anterior. Isso facilita a troca de espécie forrageira.
Sempre que as condições de solo, clima e infraestrutura da propriedade permitirem, é mais econômico formar ou recuperar uma pastagem em associação com culturas anuais de arroz, milho ou sorgo forrageiro. Pode-se usar, também, a cultura de soja, mas, nesse caso, a semeadura da forrageira deverá ser feita após colheita da soja e nova gradagem do terreno.
Sim. Para isso devem ser observadas as normas de segurança estabelecidas pelo Ministério do Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o custo comparado dos seus nutrientes em relação aos adubos químicos. Geralmente, o preço é vantajoso quando a pastagem tem necessidade de receber uma aplicação simultânea dos três principais nutrientes do solo: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Além desses macroelementos, a cama também fornece uma boa dose dos principais micronutrientes.
Sim, mas o calcário é um corretivo com baixa mobilidade no perfil do solo; isso quer dizer que se não for incorporado ele não penetra no solo, limitando seu efeito a uma camada muito superficial. Nesse caso, as raízes das plantas se concentram nessa estreita faixa superficial, expondo a pastagem aos prejuízos de eventuais veranicos, pois as plantas perdem a capacidade de buscar água em profundidades maiores.
Quanto ao adubo, as fontes solúveis de nutrientes para pastagens podem ser aplicadas superficialmente. Isso inclui as fontes de nitrogênio (ureia, sulfato de amônio, etc.), o cloreto de potássio, o superfosfato simples, o supertriplo, entre outros. Recomenda-se a incorporação do adubo para fontes menos solúveis como os fosfatos reativos e naturais.
Quando o solo sob a pastagem perdeu sua fertilidade, a única forma viável de recuperação é a reposição dos nutrientes em deficiência. O pastejo rotacionado melhora a eficiência de uso da forragem produzida e até induz a uma aceleração da exportação dos nutrientes do solo, acelerando a degradação caso não haja uma adubação de manutenção adequada.
Quais são as épocas de aplicação de corretivos e fertilizantes recomendados para a recuperação de pastagem em áreas de cerrado?
A recuperação de pastagens degradadas exige, em primeiro lugar, a análise do solo. Se a análise indicar a necessidade de correção da saturação por bases, ou pelo menos o fornecimento de cálcio e magnésio, a correção deve ser feita com antecedência e, de preferência, incorporada com grade aradora nos solos de cerrado. Se for possível, deve-se arar depois dessas operações. Dessa forma, a distribuição do corretivo é mais uniforme e o controle das invasoras perenes é mais eficiente. Por ocasião da adubação, pode-se reforçar a quantidade de sementes e garantir uma boa população de plantas. Normalmente, o nutriente mais crítico é o fósforo (P). Uma fonte atraente é o superfosfato simples. De uma só vez, podem ser elevados os teores de fósforo (P), cálcio (Ca) e enxofre (S). As quantidades dependem da análise química e textural do solo.
Como recuperar uma pastagem de tanzânia em degradação por superpastejo e qual a adubação recomendada?
Vedar a pastagem. Descompactar o solo, quando necessário, e repor os nutrientes em que a forrageira se mostrar deficiente. Se a pastagem foi mal formada e apresenta manchas de solo descoberto, ressemear e passar uma grade. A adubação de qualquer pastagem deve ser precedida pela análise do solo e estudo do histórico da área. As espécies de Panicum são bastante exigentes. Normalmente, os níveis de adubação se aproximam dos das principais culturas. Para se calcular com precisão as quantidades, deve-se recorrer às recomendações escritas nos prospectos de lançamento das novas cultivares.
Como evitar a degradação das pastagens e quando se deve reformar uma pastagem degradada?
A degradação pode ser evitada com a boa formação da pastagem (preparo do solo, correção e adubação adequados, e boa quantidade e qualidade de sementes), utilização de práticas de conservação do solo, controle de pragas e invasoras e, sobretudo, manejo apropriado. É difícil determinar em que ponto do processo deve-se proceder à reforma de uma pastagem degradada. Evidentemente, nos casos extremos, isso já deveria ter sido feito; porém, nos casos intermediários, o problema deverá ser estudado para verificar as causas de degradação e decidir as medidas a serem adotadas. A pastagem deve ser reformada quando apresentar redução acentuada na sua capacidade de suporte.
Quais são as principais causas da degradação das pastagens e como se reconhece uma pastagem degradada ou em processo de degradação?
A degradação das pastagens decorre de diversos fatores, como: uso de solos inapropriados do ponto de vista da sua aptidão agrícola, uso de forrageiras inadequadas para a área em questão, falta de medidas conservacionistas, superpastejo, não reposição de elementos químicos limitantes, compactação do solo, erosão, queimadas, pragas, etc.
O resultado é uma pastagem sem capacidade de manter o número mínimo admissível de animais por área, com rebrota e recuperação lenta, mesmo após longos períodos de vedação. Tanto a pastagem degradada como a pastagem em processo de degradação têm baixa capacidade de produção de forragem, comportam menor lotação do que anteriormente e proporcionam menor ganho de peso animal. O capim permanece baixo, mesmo quando vedado, e a pastagem apresenta manchas de solo descoberto, geralmente compactado, infestação de plantas invasoras e de pragas (cupim, formiga) e erosão. Quando atinge esse estágio, a pastagem não tem mais capacidade de recuperação natural.