A vacinação do rebanho contra carbúnculo hemático somente deve ser feita quando a doença for reconhecidamente diagnosticada por exame laboratorial. Nesse caso, devem ser obedecidos os critérios adotados pela vigilância sanitária.
A vacinação do rebanho contra carbúnculo hemático somente deve ser feita quando a doença for reconhecidamente diagnosticada por exame laboratorial. Nesse caso, devem ser obedecidos os critérios adotados pela vigilância sanitária.
É possível que o carbúnculo sintomático ocorra em animais adultos, mas em condições especiais de estresse, e em animais que nunca receberam a vacina. Comumente, a doença ocorre em bovinos com até 2 anos de idade.
Os clostrídios que causam a gangrena gasosa e o carbúnculo sintomático são de espécies diferentes. Outra diferença é o foco de contaminação: na gangrena, é pelos ferimentos no animal (objetos perfurantes, agulhas contaminadas, etc.); no carbúnculo, o clostrídio fica alojado nos músculos e, em situação de estresse ou traumatismo, o animal poderá desenvolver a doença.
A primeira dose da vacina deve ser aplicada entre 4 e 6 meses de idade e a segunda dose deve ser feita após 6 meses. Pode ser feito ainda um
reforço da vacina 1 ano após a última vacinação.
A erradicação da aftosa, bem como de qualquer outra doença endêmica, depende da conscientização dos produtores.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e os órgãos estaduais de defesa sanitária animal têm empenhado esforços e recursos financeiros, buscando atingir esse objetivo. Os conhecimentos técnico-científicos têm aumentado significativamente. A qualidade das vacinas tem melhorado de maneira inconteste. A campanha de controle e erradicação da aftosa vem sendo aperfeiçoada a cada ano.
A dimensão do território brasileiro e o fato de ter fronteiras com vários países é um fator complicador na erradicação da aftosa no Brasil.
Podem ser observadas lesões vesiculares na mucosa bucal, na língua, na pele, na mama e nos cascos tornando difícil a alimentação e a locomoção do animal, que, em consequência, perde peso.
Duas razões importantes justificam o controle da febre aftosa: a sanidade dos animais, que é a garantia de um rebanho saudável e produtivo, e o mercado externo, uma vez que os compradores de carne mostram-se cada vez mais rigorosos com as garantias de sanidade dos rebanhos e de qualidade do produto, e o controle da febre aftosa é a principal exigência desse mercado.
Não há contraindicação à vacinação de vacas prenhes, mas deve-se tomar cuidado com os traumatismos que possam ocorrer durante a vacinação no brete ou no tronco.
A aplicação por via intramuscular, na tábua do pescoço, é a forma recomendada, apesar da dificuldade causada pela agitação do animal. A aplicação no traseiro pode causar danos às partes nobres dos bovinos destinados ao abate.
A vacina oleosa confere proteção mais prolongada contra a aftosa e imuniza contra os vírus (A-C e O) mais encontrados no Brasil. A vacina pode ser alterada de acordo com a necessidade, ou seja, com o surgimento de novos subtipos de vírus.
A vacinação é obrigatória contra a aftosa de todo o rebanho em regiões onde existe o controle com vacinação, contra a brucelose nas fêmeas entre 3 meses e 8 meses e contra a raiva em áreas determinadas pelos órgãos de defesa sanitária animal.
Outras vacinas comumente utilizadas são contra as clostridioses, diarreias dos bezerros e doenças da reprodução. A utilização de vacinas não obrigatórias deve ser precedida de diagnóstico das doenças que ocorrem na região e na propriedade. A utilização dessas vacinas deve ser realizada sempre que o sistema de produção necessite de uma garantia com relação a um determinado agente infeccioso e que mostre uma relação custo/benefício favorável.
A idade e a época da vacinação contra a aftosa devem obedecer ao calendário de vacinação estabelecido pelo órgão de defesa sanitária estadual.
Sempre é bom lembrar que a saúde depende de um bom controle sanitário, do fornecimento de alimentação e água de qualidade, do manejo adequado e do bem-estar animal.
Doenças infecciosas são as doenças causadas por agentes como bactérias, fungos e vírus. Doenças parasitárias são as causadas por protozoários, ácaros, vermes e insetos, e as nutricionais as causadas por falta ou excesso de ingredientes importantes na dieta ou ingestão de plantas tóxicas.