As regiões tropicais e subtropicais são caracterizadas pela ocorrência de inverno seco e verão chuvoso, com elevados níveis de umidade, temperatura, radiação solar e de incidência de parasitos, vermes, moscas e carrapatos, dentre outros.

As forrageiras dessas regiões, em consequência de os solos serem, em sua grande maioria, de menor fertilidade que nas regiões temperadas, são de qualidade inferior. Além disso, a produção dessas forragens é sazonal, com abundância no período chuvoso e escassez no período de estiagem, o que dificulta o manejo alimentar.

A ação desses fatores, em conjunto ou isoladamente, prejudica e pode até impedir que animais de raças europeias atinjam o seu potencial genético para produtividade em ambientes tropicais, em função das grandes diferenças entre o novo ambiente e aquele onde essas raças foram formadas.

Nessa relação animal–ambiente, encontra-se o fundamento da expressão interação genótipo x ambiente. Diz-se que existe interação genótipo x ambiente quando os valores genéticos de diferentes animais se invertem ao serem transferidos de um ambiente para outro.

As possibilidades de existência dessa interação aumentam quanto maiores forem as diferenças entre os genótipos e entre os ambientes. Por esses motivos, a introdução de material genético exótico em uma região deve ser precedida de cuidadosos estudos.