Na recuperação de pastagens degradadas de braquiária, não há necessidade de semeadura do capim, pois as sementes contidas no solo são suficientes. Durante o período seco, de julho a setembro, aplica-se o calcário (de 500 kg/ha a 1.500 kg/ha), apenas como fonte de cálcio e magnésio, e gradeia-se o solo com grade aradora. Se necessário, faz-se a subsolagem, dependendo do grau de compactação do solo. Por ocasião das primeiras chuvas, aplicase superfosfato simples ou outra fonte de fósforo, incorpora-se com grade niveladora e semeia-se a leguminosa na base de 1 kg/ha a 2 kg/ha. Essa deve ser previamente escarificada. A semeadura pode ser feita manualmente ou com máquinas utilizadas no plantio de grãos, desde que bem reguladas, a lanço ou em linhas distanciadas de 20 cm a 30 cm. Na semeadura, deve ser usado um compactador para aumentar o contato das sementes com o solo e facilitar a germinação. O primeiro pastejo, de formação, deve ser efetuado de 70 a 90 dias após o plantio, para rebaixar o capim e possibilitar o estabelecimento da leguminosa. Após descanso de aproximadamente 45 dias, faz-se um pastejo moderado até o estabelecimento definitivo da consorciação. Uma vez estabelecida, convém subdividir a área em duas ou mais subáreas e utilizá-las alternadamente.
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Como estabelecer a consorciação de estilosantes mineirão em pastagens degradadas de cerrado?
O estilosantes mineirão foi coletado em Minas Gerais e lançado comercialmente pela Embrapa em 1983. Por se tratar de material nativo de áreas de cerrado, é bem adaptado a solos de baixa fertilidade com uso de quantidades modestas de corretivos e fertilizantes. Na Embrapa Gado de Corte (CNPGC), tem sido implantado também em solos de cerrado, com uso de 800 kg/ha de calcário dolomítico e 200 kg/ha de superfosfato simples. É tolerante à antracnose (doença limitante para a maioria dos estilosantes), resistente à seca, bem aceito pelos animais e bom produtor de sementes. Consorcia-se bem com decumbens, marandu e andropogon e pode ser usado tanto na recuperação de pastagens degradadas quanto na formação de áreas novas.
O calopogônio pode ser plantado em consorciação com braquiária decumbens, capim-marandu e andropogon, nos cerrados, tanto no processo de renovação/reforma de pastagens, como em áreas novas. A quantidade apropriada de sementes do capim deve ser semeada ao mesmo tempo, com 4 kg/ha da semente da leguminosa, geralmente a lanço, seguida de incorporação com grade leve, aberta, e compactação do solo com rolo. O solo deve estar previamente preparado com arações e gradagens (subsolagem, se necessário), corrigido e adubado de acordo com suas deficiências. Em caso de reforma de pastos de braquiária, não é necessário usar sementes do capim. As sementes do calopogônio podem (mas não necessariamente) necessitar escarificação; recomenda-se fazer um teste. Cerca de 70 a 90 dias após o plantio feito no início das chuvas, em novembro/dezembro, faz-se um pastejo de formação com número alto de animais, por tempo necessário para rebaixar o capim, desafogando assim a leguminosa. Após cerca de 45 dias de descanso, o pasto já poderá ser utilizado normalmente, com lotação compatível com a sua produção. De meados de março até fins de abril, faz-se um diferimento do pastejo, para permitir a floração e a formação de sementes do calopogônio.
É recomendável a consorciação de leguminosa em pastagem já formada de capim marandu?
É mais garantido efetuar a gradagem pesada para destruição parcial da vegetação, no período seco, aproveitando a ocasião para fazer a correção de solo necessária, seguida de gradagem leve por ocasião das primeiras chuvas, e de semeadura na base de 3 kg/ha de sementes de estilosantes-campo-grande ou 2 kg/ha de estilosantes mineirão. Entretanto, é possível introduzir a leguminosa com equipamento de plantio direto. Neste caso, superpasteje a área o máximo possível, aplique 20% da dose de um herbicida recomendado para dessecação da pastagem e só então plante a leguminosa.
Qual é a duração média de uma pastagem de tanzânia em solo de cerrado, cultivado anteriormente com lavoura?
Nos cerrados , o tanzânia só deve ser plantado se o solo for corrigido em suas deficiências. Num solo cultivado com soja por 3 anos, espera-se que, após 5 anos de uso sem adubação de manutenção, a pastagem de tanzânia já esteja com sua capacidade produtiva bastante comprometida, exigindo correção do solo, diretamente ou por nova rotação com lavouras.
O momento ideal para início de cada ciclo de pastejo é quando o mombaça atinge 90 cm de altura e o massai 55 cm. O descanso da pastagem deve ter início quando o mombaça for rebaixado para 40 cm e o massai para 25 cm.
Qual é o sistema de pastejo mais indicado para o capim tanzânia? Quando deve ser iniciado o pastejo desse capim?
O tanzânia, assim como o mombaça, deve ser usado preferencialmente sob pastejo rotacionado e com reposição de fertilizantes. Após aproximadamente 70 dias do plantio ou quando o tanzânia atingir de 60 cm a 70 cm de altura, é aconselhável fazer um pastejo com muitos animais leves durante poucos dias, para rebaixamento até 30 cm ou 40 cm, a fim de facilitar o perfilhamento das plantas e dar maior cobertura ao solo. Os animais devem retornar às pastagens, em pastejo normal, quando elas estiverem com 70 cm de altura, e devem sair quando baixarem para 30 cm ou 40 cm.
Que cuidados devem ser observados na formação de pastagens com os capins tanzânia e mombaça?
Além do preparo do solo e da adubação corretiva, três aspectos são fundamentais para uma boa formação: semente de boa qualidade, obtida de uma firma idônea, profundidade de semeadura de, no máximo, 3 cm e uma compactação do solo após o plantio, para que a semente entre em contato com maior volume de solo. A compactação pode ser feita com um rolo compactador tradicional, com um rolo feito de pneus usados de caminhão ou com uma gradagem niveladora extremamente superficial.
Dentre as braquiárias, a humidícola tem mostrado ter o mais baixo valor nutritivo. Apesar disso, a maioria das áreas cultivadas com essa espécie, nos cerrados, é utilizada para gado de cria, que é mais exigente.
A decumbens pode ser usada para engorda, embora proporcione lotações mais baixas e menores ganhos de peso quando comparada com outras gramíneas, como as dos gêneros Panicum (tanzânia e mombaça), Cynodon (tiftons) e mesmo com as brizantas (marandu, xaraés e piatã).