O piatã é bastante flexível no que diz respeito ao sistema de pastejo, podendo ser mantido sob pastejo contínuo, alternado, diferido ou rotacionado. O importante é não deixar as plantas subirem além de 35 cm nem baixarem a menos de 20 cm. O capim-xaraés se beneficia muito do pastejo rotacionado por ser uma planta de crescimento mais intenso e ter arquitetura robusta com uma proporção maior de colmos (talos). As altura de manejo são 35 cm para entrada de animais e 20 cm para a saída, no pastejo rotacionado. No pastejo contínuo, o capim deve ser mantido com cerca de 25 cm de altura, aumentando a lotação se a pastagem atingir os 45 cm e reduzindo o número de animais no piquete se rebaixar aos 20 cm.
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Sim. O piatã proporciona maiores ganhos de peso por animal tanto nas águas quanto na seca, e ainda suporta uma taxa de lotação mais alta em todo o período das águas, resultando assim em maior produção anual de carne por unidade de área. Outra vantagem em relação ao braquiarão é sua floração em janeiro, possibilitando a recuperação da qualidade do capim antes do período seco, favorecendo a produção de feno-em-pé. O piatã também é melhor na integração lavoura-pecuária, pois tem crescimento inicial lento, competindo menos e favorecendo a cultura.
As vantagens são:
• Comparado ao tanzânia e ao mombaça, o massai possui maior relação folha:colmo.
• Maior produtividade de matéria seca de folhas com pseudocolmos finos.
• Porte mais baixo.
• Maior cobertura de solo.
• Maior tolerância à diminuição dos teores de fósforo no solo.
• Mais resistente às cigarrinhas do que o tanzânia.
A diversificação de ve ser feita utilizando-se espécies diferentes, de sorte que deficiências de uma sejam supridas por outras, pelo menos parcialmente. Assim, procura-se plantar cada uma na área da propriedade onde ela possa ser mais útil. Por exemplo:
• Para solos de alta fertilidade natural ou recuperados com corretivos e adubos – tanzânia, mombaça, massai, xaraés, piatã e marandu.
• Para solos de menor fertilidade – andropogon, decumbens (braquiarinha), humidícola e dictioneura.
• Para solos mal drenados – humidícola, dictioneura, setária, capim-angola e tangola.
• Para equinos e ovinos – massai.
As diversas espécies forrageiras, mesmo de gramíneas, têm exigências de fertilidade e hábitos de crescimento diferentes, apresentam maior ou menor resistência à seca e ao frio, e susceptibilidade variável a pragas e doenças. Quando se usa uma única espécie forrageira na formação das pastagens, fica-se sujeito à falta de pasto sempre que uma ocorrência fortuita comprometer a produção da espécie cultivada. A vantagem da diversificação de pastagens ou da formação de pastos de diferentes espécies forrageiras está na oferta de alternativas quando uma determinada espécie sofre mais os efeitos da seca ou das geadas, ou é atacada por pragas como as cigarrinhas. O uso de três a quatro espécies forrageiras, adaptadas às condições locais de solo e clima, já representa uma boa diversificação de pastagens.
Como fazer o plantio e o manejo de uma pastagem consorciada com estilosantes campo grande?
Siga o mesmo procedimento que para o mineirão, aumentando a dose de sementes para 4 kg/ha, procedendo ao pri meiro pastejo dos 45 aos 50 dias pós-germinação.
A leucena produz uma forragem de excelente valor nutritivo, entretanto deixou de ser usada pela maioria dos pecuaristas, pois, além de ser muito exigente em fertilidade, é muito exigente em manejo. Ao menor descuido ela tende a passar do ponto de pastejo ou de roçada (os caules não devem ultrapassar o diâmetro de um lápis ou de um dedo) e se transforma em árvores, produz uma quantidade de sementes muito grande, transformando-se em invasora de pastagem.
Não há resposta segura para essa questão. Primeiro, porque a quantidade de nitrogênio fornecido pelas leguminosas não é suficiente para essas forrageiras atingirem o seu potencial de produtividade. Segundo, porque a maioria das leguminosas não tem velocidade de crescimento para acompanhar esses capins, tendendo a desaparecer do consórcio. Feita essa ressalva, a puerária, na região Norte, e a soja perene têm maiores chances de se consorciar pelo seu hábito de crescimento volúvel.
Qual é a diferença entre o estilosantes campogrande e o estilosantes mineirão?
Há muitas diferenças, mas as principais são:
• O mineirão é da espécie Stylosanthes guianensis, enquanto o campo-grande é uma multilinha (coquetel de sementes) de Stylosanthes capitata e Stylosanthes macrocephala.
• O mineirão é perene, produz pouca semente e se planta com densidade de 1,5 kg/ha.
Já o estilosantes-campo-grande é bianual e pereniza-se por ressemeadura natural, produz sementes em grande quantidade e requer até 4 kg/ha na sua formação.
• O mineirão pode ser cultivado numa gama ampla de solos e o campo-grande exige solos de textura leve, com até 30% de argila.
Quais são as indicações para o uso do estilosantes mineirão como banco de proteína?
Para os cerrados do Centro-Oeste, o estilosantes mineirão é, no momento, uma das leguminosas mais indicadas para suplementar gramíneas melhoradas ou pastagens nativas. A área da leguminosa a ser utilizada como banco de proteína é de 10% a 30% da área total do pasto. É preferível um pastejo controlado do banco de proteína ao acesso livre à leguminosa, especialmente se a pastagem da gramínea for de qualidade inferior.