As cigarrinhas são insetos sugadores. Quando ainda estão na fase jovem, denominada fase ninfal, permanecem alojadas na base da touceira das plantas, onde ficam envoltas por uma massa de espuma característica que elas mesmas produzem. Durante esse período, sugam a planta, causando algum dano, que é, no entanto, bastante inferior aos danos causados pelos adultos. Estes são os maiores responsáveis pelos danos às pastagens. Ao se alimentar, os adultos das cigarrinhas injetam toxinas (secreções salivares), interferindo na fisiologia da planta. As folhas amarelecem e, se a população de cigarrinhas é muito alta, toda a pastagem pode secar.
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As sementes apresentam dormência e baixa germinação, quando semeadas com o endocarpo. Para quebrar a dormência das sementes, as vagens são fornecidas aos animais que excretam as sementes livres de mesocarpo, prontas para o plantio. Para a produção de vagens, o espaçamento de plantio pode ser de 10 m x 10 m ou de 10 m x 15 m. Para produção de madeira, usa-se espaçamento menor: 2 m x 3 m ou 3 m x 3 m. As mudas devem ser produzidas em viveiro e transplantadas para o campo com 10 cm a 15 cm de altura.
A algarobeira (Prosopis juliflora) é uma leguminosa arbórea que se desenvolve em solos de baixa fertilidade, nas regiões áridas e semiáridas. É encontrada nos mais diversos tipos de solo das regiões áridas e semiáridas do Nordeste brasileiro. Suas raízes são pivotantes e alcançam grande profundidade. São cultivadas para produção de vagens, utilizadas na alimentação animal, ou para sombreamento, produção de madeira, de lenha e carvão. A floração e a frutificação da algarobeira ocorrem durante a maior parte do ano. As vagens variam de 3 cm a 10 cm de comprimento e possuem mesocarpo carnoso, rico em sacarose e proteína, e endocarpo lenhoso. No Nordeste, as vagens de algaroba contêm, em média, 60% de matéria seca digestível, 6,5% de proteína digestível e 72% de nutrientes digestíveis totais (NDT).
As palmas propagam-se vegetativamente por meio de raquetes, enterradas parcialmente em covas de 15 cm a 20 cm de profundidade. As raquetes escolhidas para mudas devem ser retiradas da parte central da planta, com 3 a 4 folhas secundárias, e armazenadas, à sombra, durante 25 a 30 dias, para desidratação parcial, antes do plantio.
O plantio é feito na época chuvosa e o espaçamento varia com a fertilidade do solo, a precipitaçao local e o tipo de exploração (para corte ou pastejo). O espaçamento mais comum é de 2 m entre fileiras e 0,5 m a 1,0 m entre covas.
Quais são as características da palma forrageira? Quais são os tipos mais encontrados no Nordeste brasileiro?
A palma sem espinho é uma cactácea cultivada para a alimentação animal nas regiões semiáridas do Nordeste brasileiro, com umidade relativa de 50% e precipitação anual de 400 mm a 800 mm. É pouco exigente em fertilidade do solo, mas não prospera em solos arenosos, pouco profundos ou sujeitos a alagamento.
A riqueza em água (cerca de 90% da matéria verde) é uma característica importante nas regiões sujeitas a secas prolongadas, como o Nordeste. Dependendo da categoria animal (novo ou adulto), o consumo de palma pode variar de 20 kg/cab./dia a 50 kg/cab./dia.
No Nordeste, são encontrados três tipos, que se distinguem pelo tamanho de seus artículos ou raquetes:
• Palma gigante (Opuntia ficus indica), com raquetes de formato oval, medindo até 50 cm de comprimento.
• Palma redonda (Opuntia sp.), com raquetes de forma arredondada e 40 cm de comprimento.
• Palma miúda (Napolea cochenilifera), com raquetes alongadas, medindo 25 cm de comprimento. Esta é menos resistente à seca, mas é a mais palatável e nutritiva.
Quais são as características do capim-buffel? Como são formadas pastagens com esse capim no Nordeste?
O capim-buffel (Cenchrus ciliaris) é uma gramínea tropical, resistente à seca, que se desenvolve satisfatoriamente em solos leves e profundos, podendo ser cultivado em solos argilosos, desde que bem drenados. Adapta-se bem nas regiões semiáridas do Nordeste, com precipitações de 350 mm a 700 mm anuais.
Para pastejo de bovinos, são preferidas as variedades de porte alto (Biloela ou Molopo), que são mais produtivas. Para formação de pastagens, no Nordeste, são feitos o desmatamento, a destoca, a queima e o plantio a lanço, em sulcos ou em covas. Em áreas de caatinga recém-desmatada, o preparo do solo e a semeadura do capim podem ser realizados antes ou após as primeiras chuvas.
Para quebrar a dormência das sementes, recomenda-se plantá-las 6 meses após a colheita, ou, de preferência, utilizar sementes colhidas no ano anterior.
Na semeadura a lanço, utilizam-se de 5 kg/ha a 10 kg/ha de sementes de bom valor cultural. A cobertura das sementes com uma gradagem leve facilita o estabelecimento da pastagem.
O pastejo, na primeira estiagem após o plantio, deve ser leve. O pastejo regular deve começar após a segunda estiagem. Nas regiões semiáridas do Nordeste, a capacidade de suporte do capim-buffel varia em torno de 0,5 cab./ha, podendo chegar, em pastagens bem manejadas, a 1,0 cab./ha.
A queima de pastagens geralmente não é uma prática recomendada. Em pastagens nativas, alguns trabalhos mostram que a queima pode exercer influência positiva na diminuição de espécies indesejáveis, com aumento de outras mais desejáveis. Também é o caso de áreas com ataque permanente e intenso de cigarrinhas-das-pastagens, onde o fogo pode ser usado. Entretanto, pelos danos que causam a longo prazo, o correto é evitar a queima. Necessidade de queima em pastagem cultivada é sinal de que houve erro no manejo. Naquelas circunstâncias muito especiais, quando inevitável, a queima deve ser realizada após uma chuva, em horário sem ventos fortes, de preferência à tarde, quando a temperatura é mais baixa e é necessário prevenir-se com aceiros. Em todos os casos, é obrigatório obter autorização prévia dos órgãos ambientais, que proíbem o uso do fogo de forma discriminada.
Não há indicação de sistema de pastejo superior ao contínuo. Além disso, o sistema contínuo é de baixo custo de implantação e de fácil gerenciamento. É básico primar por aspectos relativos a manejo, em especial a lotação da área, e, sempre que possível, suplementar a alimentação dos animais de alguma forma, no período seco, pelo menos daqueles em estado crítico.
Se a área estiver muito infestada, somente o cultivo de lavouras por 2 anos consecutivos é econômico e eficaz. Nas infestações menos graves, o controle deve ser feito cortando a planta próximo ao solo e aplicandose produtos à base de picloran.
Não, tanto passar a roçadeira com a gradagem da pastagem infestada pela ciganinha só fazem aumentar a população de plantas e o grau da infestação. A gradagem costuma picar as pseudoraízes subsuperficiais (caules subterrâneos), transformando cada pedaço em uma muda perfeitamente viável.