De preferência, antes que as plantas invasoras produzam sementes e que as espécies perenes acumulem reservas nas raízes, o que geralmente ocorre no final do período chuvoso. Após a roçada, o pasto deve ser vedado.
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Pode, mas não deve. No início da seca, o feno-em-pé ainda tem qualidade para as necessidades de manutenção do animal, mas com o avançar do inverno o animal acabará perdendo peso. Por isso, é necessário fornecer, além do sal mineral, pelo menos uma fonte (ureia, por exemplo) que corrija os baixos teores de proteína do feno. As misturas minerais múltiplas, ou sal proteico, são uma excelente alternativa de suplementação ao feno-em-pé, pois têm baixo custo e garantem a manutenção do animal e até permitem pequenos ganhos de peso (100 g/cabeça/dia a 200 g/ cabeça/dia).
Na vedação escalonada um hectare produz, geralmente, de 4 a 6 toneladas de matéria seca de forragem, o que é o suficiente para alimentar de 1 a 2 reses durante os 150 dias do período seco.
Não. As pastagens dos capins de touceira (tanzânia, mombaça, andropogon, elefante, etc.) não se prestam para a produção de feno-em-pé, pois resultam em material de baixíssima qualidade. Os capins mais indicados para essa finalidade são a decumbens, o piatã, o marandu, os tiftons e as estrelas. Mesmo assim, deve-se evitar a vedação de pastagens degradadas ou que tenham sido intensamente atacadas por pragas no verão (cigarrinhas, percevejo, lagartas, etc.) e também as áreas expostas a rodovias, em virtude do alto risco de incêndio (o capim seco é combustível extremamente inflamável!)
A melhor maneira de se produzir o feno-em-pé no Sudeste e no Centro-Oeste é por meio da vedação escalonada, isto é, vedar 1/3 da área destinada ao feno em fevereiro e 2/3 em março. Antes da vedação, a área deve sofrer um pastejo pesado para eliminar toda a forragem velha e receber uma adubação com 50 kg/ha de nitrogênio (100 kg de ureia ou 250 kg de sulfato de amônio). A área vedada em fevereiro deve ser aberta aos animais no início do período seco, em maio, e a vedada em março aberta em meados de julho.
Qual é a forma mais barata de se armazenar alimentos para a escassez de forragem no período seco do ano?
O diferimento do pastejo ou vedação do pasto, ou feno-em-pé, tem um custo de produção muito baixo, pois dispensa instalações para o armazenamento e utiliza somente um trator e um distribuidor de fertilizantes, além de dispensar todas as operações de cultivo associadas às lavouras para produção de volumosos (milho, sorgo, girassol, cana, etc.).
Nos sistemas de pastejo contínuo, sob carga fixa ou variável, as pastagens são utilizadas durante todo o ano, sem descanso. Eventuais necessidades de exclusão de animais da área podem significar manejo inadequado, como excesso de lotação, por exemplo.
Mas, em certos casos, descansos se tornam necessários por outras razões, como permitir que determinado componente do pasto floresça e produza sementes. Nesse caso, a vedação deve ocorrer por ocasião do florescimento e por tempo suficiente para que uma quantidade adequada de sementes amadureçam.
Nas pastagens consorciadas com estilosantescampogrande, esse descanso pode ser dado em abril/maio. A época de vedação para o acúmulo de forragem para o período seco depende da região e da forrageira. No Brasil Central, as pastagens de braquiária são vedadas, para esse fim, em fevereiro/março.
O mais aconselhável é deixar pequenos bosques naturais, ou então formálos, para que sirvam de abrigo aos animais durante as horas de calor intenso no verão e de proteção contra os ventos frios no inverno. Também podem ser usadas linhas de vegetação arbórea acompanhando os terraços. Embora possam ser deixadas árvores esparsas para sombreamento de pastagens, elas tendem a desaparecer por morte sem reposição.
Como estabelecer, nas pastagens, os locais mais adequados das aguadas e cochos de sal?
A localização de aguadas e cochos de sal é um dos recursos que deve ser usado para uniformizar o pastejo. A tendência dos animais é de permanecerem mais tempo nas proximidades das aguadas e cochos de sal. Se essas benfeitorias estiverem próximas umas das outras, os animais se concentram na área circunvizinha, que é superpastejada, enquanto as áreas mais afastadas são subutilizadas. Como as aguadas naturais servem, comumente, a mais de um pasto, e por essa razão se localizam em pontos extremos dos pastos, os cochos de sal devem ser localizados, estrategicamente, em locais afastados das aguadas, para forçar o acesso dos animais a toda a pastagem. Nas áreas de pastejo rotacionado, o bebedouro e o cocho podem ficar na praça de alimentação ou no corredor que serve a todas as subdivisões do módulo de pastejo.
Quais são as orientações sobre divisão e manejo de pastagens para gado de corte?
Na divisão de pastagens, o número e a área dos pastos varia, geralmente, com o tamanho da propriedade e o sistema de pastejo adotado, se contínuo ou em rotação. No Brasil Central, o sistema de pastejo mais comum é o alternado, com lotações variáveis conforme a estação do ano.
Nesse caso, o número mínimo de pastos deve ser o suficiente para manter a alternância, separar as diversas categorias do rebanho, pastos de reserva para os períodos críticos de escassez de forragem e pequenos piquetes ao redor da sede para facilitar o manejo. Os pastos devem ter, de preferência, áreas equivalentes.
Nas grandes propriedades, a construção de corredores de acesso facilita a divisão das pastagens e a distribuição do gado nos pastos. A intensidade de utilização, determinada pelo sistema de pastejo e pela lotação, tem grande influência na produtividade e na persistência da pastagem. Lotações baixas proporcionam, geralmente, maiores ganhos de peso individual, enquanto lotações altas proporcionam ganhos maiores por hectare. Lotações muito altas, sobretudo nos períodos críticos, além de comprometer a produção dos animais, comprometem também a persistência e a longevidade da pastagem. Sendo assim, o sistema de manejo mais racional é aquele que procura ajustar a lotação à capacidade de produção da pastagem.