Nos sistemas menos otimizados, como os de recria e acabamento em pastagens melhoradas, mas com alto nível de estresse térmico e infestação de carrapatos, devem ser usados touros zebuínos, pois eles tendem a produzir animais mais produtivos, em função de sua rusticidade e adaptabilidade a essas condições. Num sistema super-precoce, com confinamento logo depois da desmama, por outro lado, produtos de touros taurinos podem expressar melhor o seu potencial, pois nessas condições melhoradas os estresses parasitários são mais controlados e a exposição ao calor é reduzida,
em função da época e da duração do confinamento. Outra opção disponível para qualquer dos dois sistemas de produção é o uso de touros das raças taurinas adaptadas ou compostas.
A escolha envolve vários fatores: região onde se encontra a fazenda, sistema de produção em termos de manejo, alimentação, nível gerencial, manejo sanitário, objetivo do empreendimento, tendo em vista o mercado a ser atendido, oferta de reprodutores de qualidade de cada uma das raças na região e a praticidade de manejo do rebanho na fazenda. Leva-se em consideração também a combinação do valor aditivo da terceira raça e da heterose dela com as outras duas, já presentes no F1.