O consumo de minerais é extremamente variável, dependendo de uma série de fatores, tais como: qualidade e quantidade das pastagens, tipo e nível de desempenho animal, número, tipo e localização dos cochos para minerais, composição da água de beber (importante no Bioma Pantanal) e composição da mistura mineral, principalmente, quanto ao percentual de sal comum, quantidade e tipo de palatabilizantes, presença ou não de ionóforos (antibióticos) e/ou outros aditivos etc.
De maneira geral, as misturas minerais disponíveis no mercado são formuladas para um consumo entre 20 e 30 g para cada 100 kg de peso vivo. Assim, um bovino adulto com 450 kg de peso vivo, consumiria entre 90 e 135 g por dia. Porém também há produtos para consumo de 10 g para cada 100 kg de peso vivo. Nesse caso, o mesmo animal consumiria 45 g de mistura mineral por dia. Tal ajuste é feito pela inclusão maior ou menor de sal branco e palatabilizantes na mistura e vai depender do objetivo, da presença de aditivos e das concentrações dos outros minerais na mesma.
É muito importante que o produtor observe o consumo esperado indicado no rótulo do produto que está adquirindo. Havendo diferenças entre o consumo esperado e o consumo observado, deve procurar a empresa de quem adquiriu para relatar o problema e buscar explicações e soluções, ou mesmo mudar de produto e/ou empresa.
Consumo abaixo ou acima do que é indicado no rótulo pode levar a submineralização do rebanho ou a desperdícios, diminuindo a eficiência e a economicidade da suplementação mineral.